Capítulo 16 — A Mensagem do Terceiro Anjo
GMA 207.1“Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:9-12).
GMA 207A mais solene advertência da Bíblia
GMA 207.2Esta é a mais solene advertência que a Bíblia contém, e certamente não há nenhum registro na história mundial de que esta mensagem tenha sido ouvida no passado. Já provamos que as mensagens do primeiro e o segundo anjos, que antecedem essa narrativa, pertencem à geração atual. De forma ainda mais convincente, portanto, fica estabelecida a ideia de que a mensagem do terceiro anjo não pertence às gerações passadas.
GMA 207.3O irmão J. V. Himes afirmou em 1847:
GMA 207.4O capítulo 14 [de Apocalipse] apresenta um surpreendente clamor que ainda há de ser anunciado como um alerta à humanidade nessa hora de forte tentação (versículos 9-11). Uma declaração de ira tão terrível como esta não é encontrada em nenhum outro lugar no livro de Deus. Diante de uma advertência tão terrível, não fica implícita a manifestação de uma forte tentação? (Joshua V. Himes, Statement of Facts Demonstrating the Rapid and Universal Spread and Triumph of Roman Catholicism, p. 112).
GMA 208Abriu-se o santuário e foi vista a arca
GMA 208.1J. N. Andrews afirmou acerca dessa mensagem:
GMA 208.2A abertura do lugar santíssimo no santuário do Céu, que permite visualizar a arca, é um evento que ocorre sob o soar do sétimo anjo. Assim como o ministério de nosso Sumo Sacerdote é transferido para esse compartimento no fim dos 2.300 dias, entendemos que a abertura do templo é marcada pelo término desse período, conforme representado pela proclamação do primeiro anjo. O fato de nosso Sumo Sacerdote entrar no lugar santíssimo, para ministrar perante a arca de Deus, chama a atenção da igreja para os mandamentos de Deus contidos naquela arca. A luz dos mandamentos de Deus tem resplandecido do santuário celestial desde aquela época [após o fim dos 2.300 dias].
GMA 208A mudança do sábado
GMA 208.3É fato incontestável que o quarto mandamento foi mudado, há alguns séculos, do dia de repouso do Senhor para o festival pagão do domingo. Essa alteração foi feita em flagrante contradição com as Escrituras Sagradas, que em toda parte reconhecem o sétimo dia como o único sábado do Senhor, de ocorrência semanal. Essa mudança foi realizada pelo grande apóstata, de quem Daniel profetizou que cuidaria em mudar os tempos e a lei. Esse poder é essencialmente o mesmo da besta que seria adorada por todo o mundo. É um fato de profundo interesse que este mandamento, pisado por tanto tempo, esteja, agora, sendo recuperado, e o povo de Deus esteja começando a guardá-lo juntamente com os outros nove. Graças sejam dadas a Deus, pois Ele está preparando os remanescentes para enfrentarem o conflito final que terão com o dragão e para terem entrada, pelas portas, na cidade santa (Apocalipse 12:17, 22:14, Almeida Antiga). A vindicação do quarto mandamento em oposição ao sábado da apostasia [o domingo] e a pregação de todos os mandamentos de Deus constituem um impressionante testemunho de que o presente é o período da paciência dos santos e da advertência do terceiro anjo (J. N. Andrews, The Three Angels of Revelation 14:6-12, p. 131, 132).
GMA 208.4Ressaltamos nos capítulos anteriores como as mensagens do primeiro e segundo anjos se cumpriram na grande proclamação da segunda vinda, chegando a 22 de outubro de 1844. A passagem bíblica que introduz este capítulo diz: “Seguiu-os o terceiro anjo”, isto é, ele veio em seguida do primeiro e do segundo. Talvez seja apropriado, neste contexto, chamar a atenção para o surgimento da mensagem do terceiro anjo.
GMA 209Os primeiros adventistas observadores do sábado
GMA 209.1Durante o “clamor da meia-noite” de 1844, o Senhor começou a direcionar a mente de Seu povo para a guarda do sábado do sétimo dia. Essa doutrina surgiu entre os adventistas da seguinte maneira: Raquel Preston, batista do sétimo dia, mudou-se para Washington, New Hampshire, onde havia uma congregação de adventistas. Ela aceitou a doutrina adventista e, graças a seu trabalho missionário, levou aquela igreja de cerca de 40 membros a aceitar o sábado do quarto mandamento (Rachel Preston morreu em Vernon, Vermont, 1° de fevereiro de 1863, aos 59 anos de idade). Esse episódio estimulou uma investigação sobre o assunto. No Midnight Cry de 5 de setembro de 1844, lemos o seguinte:
GMA 209.2Muitas pessoas têm a mente profundamente preocupada acerca de uma suposta obrigação de observar o sétimo dia.
GMA 209.3Essa declaração apareceu num editorial, no qual se fez um débil esforço para estabelecer as reivindicações da observância do domingo. O assunto teve continuidade na edição de 12 de setembro de 1844, onde encontramos uma importante declaração que levou muitos a começar um estudo sério e atento sobre o tema:
GMA 209O sétimo dia, o único dia determinado na lei
GMA 209.4Na semana passada, fomos levados à seguinte conclusão: Não há nenhuma porção específica de tempo que os cristãos sejam obrigados por lei a separar como tempo sagrado. Se essa conclusão estiver incorreta, pensamos, então, que o sétimo dia seja o único dia para a observância do qual haja qualquer lei (Midnight Cry de 12 de setembro de 1844).
GMA 209O artigo de T. M. Preble
GMA 209.5Como grupo, a atenção dos adventistas foi chamada para a questão do sábado por meio de um artigo de T. M. Preble, datado de 13 de fevereiro de 1845, e publicado no Hope of Israel, Portland, Maine, em 28 de fevereiro de 1845. Após apresentar as reivindicações do sábado bíblico, e a evidência de que fora mudado para o domingo pela grande apostasia, Preble ressalta:
GMA 209.6Assim, vemos o cumprimento de Daniel 7:25, o chifre pequeno mudando os “tempos e as leis”. Por conseguinte, parece-me que todos os que guardam o primeiro dia como o dia de repouso são observadores do domingo do Papa e violadores do sábado de Deus (J. N. Andrews, History of the Sabbath, p. 506, edição de 1887).
GMA 210J. B. Cook sobre a questão do sábado
GMA 210.1Logo após a publicação desse artigo, surge um artigo de J. B. Cook que demonstrava não haver nenhuma evidência bíblica para a guarda do domingo como dia de repouso. O artigo conclui com esta sucinta frase:
GMA 210.2Assim, todo o vento é facilmente retirado das velas dos que navegam, talvez inconscientemente, sob a bandeira do sábado papal.
GMA 210.3Embora esses dois homens tenham observado o sábado por pouco tempo, foram eles que lançaram morro abaixo uma bola de neve que não poderia ser facilmente detida. As frases, “observadores do domingo do Papa”, “violadores dos mandamentos de Deus”, e “navegando sob a bandeira do sábado papal” estavam na boca de centenas de pessoas ansiosas por conhecer a verdade sobre o assunto. Foi assim que a atenção do irmão José Bates, de Fairhaven, Massachusetts, foi chamada para o assunto, e ele aceitou o sábado em 1845.
GMA 210José Bates aceita o sábado
GMA 210.4A experiência de José Bates foi assim: ao ouvir sobre um grupo de pessoas, em Washington, New Hampshire, que guardava o sábado, desejou visitar essa igreja e ver o que isso significava. Ao visitá-los, e estudar o assunto com o grupo, viu que estavam corretos, e imediatamente aceitou a luz acerca do sábado. Voltando a New Bedford, Massachusetts, encontrou-se com um irmão muito ilustre na ponte entre New Bedford e Fairhaven, que o abordou desse modo: “Capitão Bates, quais são as novidades?” O irmão Bates respondeu: “A novidade é que o sétimo dia é o sábado do Senhor, nosso Deus”. “Bem”, disse o homem, “eu vou voltar para casa, ler minha Bíblia e considerar o assunto”. Ele fez isso, e quando se encontraram novamente, esse irmão havia aceitado a verdade sobre o sábado e o estava guardando.
GMA 211O primeiro livro sobre o sábado
GMA 211.1O irmão Bates começou imediatamente a pregar sobre essa verdade em vários Estados. Logo percebeu que um livro, ou mesmo um folheto, sobre o assunto do sábado poderia servir de grande ajuda em seu trabalho. Assim, foi guiado pelo Espírito de Deus a escrever e publicar algo acerca do assunto. Mas a grande questão era: como publicar sem dinheiro? Tudo que possuía era um xelim de Iorque (moeda inglesa equivalente a 12 centavos e meio de dólar na época). Pode ser de interesse ler o relato de sua experiência acerca desse incidente da forma como me contou em 1855.
GMA 2112 quilos de farinha
GMA 211.2José Bates me informou que, enquanto orava diante de Deus, resolveu escrever um livro sobre o sábado, e teve uma forte impressão de que o caminho seria aberto para publicá-lo. Assim, assentou-se à escrivaninha para começar a escrevê-lo, com a Bíblia e uma concordância abertas perante si. Uma hora depois, a Sra. Bates entrou no aposento e disse: “José, não tenho farinha suficiente para completar a fornada”. Além disso, ela mencionou alguns outros pequenos itens de que necessitava. “Quanta farinha lhe falta?”, perguntou o capitão Bates. “Cerca de dois quilos”, respondeu a esposa. “Sem problema”, respondeu ele. Após ela sair do aposento, ele se dirigiu a um mercado próximo, comprou os 2 quilos de farinha, bem como os outros artigos, trouxe-os para casa e assentou-se novamente junto à escrivaninha. Poucos instantes depois, a Sra. Bates entrou e, vendo os artigos sobre a mesa, exclamou: “De onde vem esta farinha?” “Por quê?”, disse o capitão, “não é suficiente? Você disse que queria 2 quilos”. “Sim”, disse ela, “mas onde você a conseguiu?” “Eu a comprei”, disse ele; “Não é essa a quantia que você queria para fazer a fornada?” “Sim”, continuou a Sra. Bates, “mas você, capitão Bates, um homem que já pilotou navios saindo de New Bedford em direção a todas as partes do mundo, será que você foi capaz de sair e comprar 2 quilos de farinha?” “Sim, não era a quantidade que você precisava para completar a fornada?” “Sim”, disse a Sra. Bates, “mas você saiu para comprar 2 quilos de farinha!”
GMA 21111 mil dólares gastos para a verdade
GMA 211.3Outra provação aconteceu em seguida. Quando o capitão Bates abandonou o mar, vendeu sua cota do navio por 11 mil dólares. Mas já havia gasto tudo no avanço da causa da verdade. Até essa data, a Sra. Bates não sabia nada de sua real situação financeira. O capitão Bates, então, sentiu que deveria informar a esposa sobre a situação. Calmamente ele disse: “Esposa, eu gastei nesses itens os últimos centavos que tinha”. Soluçando amargamente, a Sra. Bates perguntou: “Que vamos fazer?” O capitão se levantou e, com toda a dignidade de um capitão dirigindo seu navio, disse: “Vou escrever um livro. Vou fazê-lo circular e espalhar pelo mundo a verdade do sábado”. “Bem”, disse a Sra. Bates em meio a lágrimas, “de que vamos viver?” “O Senhor abrirá o caminho”, foi a resposta sorridente do capitão Bates. “Sim”, disse a Sra. Bates, “o Senhor irá abrir o caminho! Isso é o que você sempre diz”, e, irrompendo em lágrimas, saiu do aposento.
GMA 212Suprimento inesperado
GMA 212.1Depois de meia hora de trabalho, o capitão Bates sentiu a impressão de que devia ir ao correio, pois lá haveria uma carta para ele. Dirigiu-se ao correio e viu que de fato havia ali uma carta endereçada a ele. Naquela época, o preço da postagem de cartas era de 5 centavos, e o pré-pagamento era opcional. O remetente da carta, por alguma razão, havia deixado de pagar a postagem. E mais uma vez, o capitão Bates ficou humilhado ao ser obrigado a contar para o agente postal, o Sr. Drew, a quem conhecia bem, que não poderia pagar pela postagem, pois estava sem dinheiro. Mesmo assim, fez-lhe esse pedido: “Você me permitiria ver de onde vem essa carta?” “Leve-a”, disse o agente postal, “e pague-me em outra oportunidade”. “Não”, disse o capitão Bates, “não irei sair do correio com esta carta até que a postagem seja paga”. Segurando a carta, disse: “Tenho a impressão de que há dinheiro nesta carta”. Voltando-se para o agente postal, perguntou-lhe: “Você poderia abri-la, por favor? Caso haja dinheiro dentro dela, você pode descontar o valor da postagem; e se não houver, eu não a lerei”. O chefe de correio atendeu ao pedido, e eis que continha uma nota de 10 dólares! Ele constatou, ao lê-la, que a carta era de uma pessoa que disse ter ficado tão impressionada por Deus de que o irmão Bates estivesse precisando de dinheiro que se apressou a enviar-lhe aquele valor. Na pressa, provavelmente havia se esquecido de pagar a postagem.
GMA 212.2Depois de pagar pela carta, o capitão Bates dirigiu-se ao mercado, comprou um barril de farinha por 4 dólares, além de batata, açúcar e outros artigos necessários. Ao dar as instruções quanto ao local de entrega, disse: “Provavelmente a dona da casa dirá que a entrega não é dela, mas não preste qualquer atenção ao que ela disser; deixe a mercadoria na varanda da frente”.
GMA 212.3Saindo dali, foi a uma gráfica e fez arranjos para a publicação de um livreto de aproximadamente 100 páginas, com o acordo de que, assim que o manuscrito fosse fornecido, os publicadores deveriam datilografá-lo o mais rápido possível e enviar-lhe as provas. Ele pagaria pelo trabalho assim que recebesse o dinheiro, e não retiraria os livros da gráfica até que as faturas fossem todas pagas.
GMA 213.1O capitão Bates bem sabia que ninguém lhe devia dinheiro, mas sentiu que era seu dever escrever aquele livro, confiante de que o Senhor impressionaria os corações para que lhe enviassem o dinheiro quando fosse necessário. Após comprar papel, canetas, etc., dando tempo para que as compras do mercado chegassem em casa primeiro, foi até a esquina da rua de sua casa. Ao ver que as compras já estavam lá, entrou em casa pela porta dos fundos e assentou-se novamente junto a sua escrivaninha. A Sra. Bates entrou e disse entusiasmada: “José, olhe ali fora na varanda da frente! De onde vêm essas compras? Um entregador veio aqui e queria descarregá-las. Eu disse a ele que a compra não era minha, mas ele descarregou mesmo assim”. “Bem”, disse o capitão Bates, “acho que não há problema”. “Mas”, disse a Sra. Bates, “de onde veio isso?” “Bem”, disse o capitão, “foi o Senhor que enviou”. “Sim”, disse a Sra. Bates, “foi o Senhor que enviou; é o que você sempre diz”. Ele entregou então a carta para a esposa, e disse: “Leia-a, e você saberá de onde vem isso”. Depois de ler a carta, ela novamente saiu chorando, mas com um choro bem diferente do primeiro; e ao retornar, humildemente pediu perdão por sua falta de fé.
GMA 213Chegou o dinheiro para pagar pelo livro
GMA 213.2À medida que o trabalho de escrever e imprimir avançava, o capitão Bates recebia de tempo em tempo dinheiro pelo correio ou de outra forma, e, às vezes, de pessoas totalmente desconhecidas. Assim que recebia o dinheiro, passava-o para os impressores, que o creditavam em sua conta. Finalmente, chegou o dia em que os livros estavam impressos, e por meio de uma fonte que o irmão Bates nem esperava, a dívida restante foi paga. Assim, a circulação dos livros não sofreu nem um dia sequer de atraso.
GMA 213O pagamento da última fatura
GMA 213.3H. S. Gurney, de Memphis, Michigan, contou-me, em Março de 1884, a história do pagamento da última fatura. Esse irmão contou ter recebido 100 dólares, na mesma manhã em que o livro do irmão Bates ficou pronto, referentes a uma dívida já caducada, de alguém que já havia declarado que nunca lhe pagaria. Recebendo esse dinheiro, considerou um privilégio empregar parte dele pagando a última fatura do livreto sobre o sábado escrito pelo irmão Bates. “Mas o irmão Bates”, disse o Sr. Gurney, “até o dia de sua morte não ficou sabendo quem havia pago o restante da dívida do livro”. Essa experiência do irmão Bates em imprimir a verdade sobre o sábado pareceu dizer a seguinte mensagem a nosso povo desde o início da publicação da verdade sobre a questão do sábado: “Prossigam nessa obra, e vocês podem esperar que a providência de Deus abrirá o caminho à medida que vocês avançarem”.
GMA 214As dúvidas do irmão Bates com relação às visões
GMA 214.1A declaração a seguir, resumida do livro Life Sketches, mostrará como se deu a união do dom de profecia e da reforma do sábado:
GMA 214.2Em 1846, enquanto visitava a cidade de New Bedford, Massachusetts, Ellen Harmon conheceu o irmão José Bates. Ele havia abraçado a fé adventista logo no início, e era um ativo trabalhador na causa. Era um verdadeiro cavalheiro cristão, cortês e amável. Ele tratou Ellen Harmon com muita ternura, como se fosse sua própria filha. Na primeira vez que a ouviu falar, manifestou profundo interesse, e assim que ela terminou seu discurso, ele se levantou e disse:
GMA 214.3Sou um incrédulo Tomé. Não acredito em visões. Mas se eu pudesse crer que o testemunho relatado pela irmã, hoje à noite, foi de fato a voz de Deus para nós, seria o homem mais feliz da Terra. Meu coração está profundamente comovido. Creio que a palestrante é sincera, mas não consigo explicar como lhe foram mostradas as coisas maravilhosas que nos relatou.
GMA 214Ellen aceita o sábado
GMA 214.4O irmão Bates guardava o sábado e enfatizava sua importância. Ellen, naquela época, não percebia a importância do verdadeiro sábado, e pensava que o irmão Bates estivesse cometendo um erro ao demorar-se sobre o quarto mandamento mais do que sobre os outros nove. Contudo, o Senhor deu a ela uma visão do santuário celestial. O templo de Deus, no Céu, foi aberto, e foi-lhe mostrada a arca de Deus, coberta pelo propiciatório. Dois anjos, um em cada extremidade da arca, estavam com as asas abertas sobre o propiciatório, com rostos voltados para ele. Seu anjo acompanhante lhe informou que isso representava toda a hoste celestial olhando, com temor e reverência, para a lei de Deus que havia sido escrita pelo dedo de Deus. Jesus levantou a cobertura da arca e ela pôde ver as tábuas de pedra nas quais os dez mandamentos estavam escritos. Ellen ficou surpresa ao ver o quarto mandamento, no centro dos dez preceitos, com um suave halo de luz que o circundava. O anjo disse: Este é o único dos dez que aponta o Deus vivo como Criador dos céus e a terra, e tudo o que neles há. Quando os fundamentos da Terra foram lançados, foi, então, lançado também o fundamento do sábado.
GMA 215.1Foi-lhe mostrado que, se o verdadeiro sábado tivesse sido guardado, nunca teria havido um infiel ou um ateu. A observância do sábado teria preservado o mundo da idolatria.
GMA 215.2O quarto mandamento foi pisoteado; por isso somos chamados para reparar a brecha que foi feita na lei e a defender o sábado que tem sido pisado aos pés. O homem do pecado, que se exaltou acima de Deus, e cuidou em mudar os tempos e as leis, efetuou a mudança do sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana. Ao fazer isso, ele abriu uma brecha na lei de Deus.
GMA 215.3Imediatamente antes do grande dia de Deus, uma mensagem é enviada a fim de advertir o povo para que retorne à lealdade para com a lei de Deus, que o anticristo quebrou. Pelo ensino e pelo exemplo, deve a atenção do povo ser chamada para a brecha na lei. Além disso, foi-lhe também revelado que o terceiro anjo de Apocalipse 14, o qual proclama os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, representa o povo que recebe essa mensagem e ergue a voz em advertência ao mundo para que guarde os mandamentos de Deus e Sua lei como a menina dos olhos, e que, em resposta a esse aviso, muitos abraçarão o sábado do Senhor (Life Sketches, p. 95, 96).
GMA 215.4A experiência de Ellen Harmon e do irmão Bates estava em harmonia com o método de trabalho adotado por Deus. A atenção tanto de Ellen como de Tiago White foi chamada para a questão do sábado através do irmão Bates, que lhes apresentou, por meio das Escrituras, as reivindicações da imutável lei de Deus. Embora Ellen tivesse sido alvo de manifestações especiais provenientes de Deus por cerca de 18 meses, nada sobre esse assunto lhe fora previamente apresentado. Agora, à medida que os crentes eram despertados para guardar Sua lei, chegara o momento de Deus lhes transmitir luz por meio do dom de profecia. Dessa forma, e segundo Seu modo agir, os dois aspectos da mensagem do terceiro anjo, “os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo”, foram unidos.
GMA 215Início da mensagem do terceiro anjo
GMA 215.5A partir desse momento, a mensagem do terceiro anjo, em conjunto com as dos outros dois anjos, começou a ser proclamada. A verdade sobre o sábado, em ligação com a arca de Deus e a crescente luz acerca do santuário, confirmou o que havia sido previamente revelado: que o movimento adventista anterior foi fidedigno e veio à existência pela providência divina. Agora, compreenderiam, melhor que antes, o significado dos “três degraus a caminho da cidade de Deus”.
GMA 216O irmão Bates aceita as visões como provenientes de Deus
GMA 216.1Em novembro de 1846, houve uma conferência em Topsham, Maine, em que esteve presente o irmão Bates. Nessa reunião, Ellen White, que havia se casado com o irmão Tiago White, conforme mencionamos, recebeu uma visão que fez com que o irmão Bates ficasse plenamente convicto de que a origem das visões era divina. Ele havia viajado no oceano durante 50 anos, passando por todos os cargos, desde camareiro até capitão e proprietário de navios. Segundo me informou, seu conhecimento sobre astronomia era tão grande que era capaz de dizer, com bastante acerto, sua localização no mar quanto à latitude e longitude simplesmente por observar os astros. Alguém assim naturalmente se interessaria em falar sobre astronomia.
GMA 216.2Em nossa conversa, ele me contou sobre como ficara convencido da origem divina das visões. Disse que, em determinada ocasião, tinha procurado conversar com Ellen White a respeito das estrelas, mas logo percebeu que ela não sabia nada de astronomia. Na realidade, pelo que ela lhe havia dito, nem sequer se lembrava de haver lido qualquer livro sobre o assunto. Não sentia inclinação para conversar sobre o tema, e logo mudou de assunto, falando sobre a nova terra e o que lhe fora mostrado em visão a respeito dela.
GMA 216Os “céus abertos”
GMA 216.3No ano anterior, num periódico chamado Illustrated London News, Lord Rosse tinha publicado, no dia 19 de abril de 1845, uma matéria de grande interesse para os astrônomos a respeito das maravilhosas descobertas que fizera por meio de seu enorme telescópio — especialmente um panorama do que os astrônomos chamam de “buraco no céu”. Certa noite, durante a conferência de Topsham mencionada acima, Ellen White teve uma visão na casa do Sr. Curtiss em presença do irmão Bates, que estava ainda indeciso com relação às manifestações. Ela começou a falar sobre as estrelas, dando uma brilhante descrição dos cintos de coloração rosada que viu por sobre a superfície de algum planeta, e acrescentou: “Estou vendo quatro luas”. “Oh”, disse o irmão Bates, “ela está vendo Júpiter!” Em seguida, tendo feito movimentos como se viajasse pelo espaço, começou a descrever os cinturões e anéis em sua beleza sempre variável. Disse então: “Estou vendo sete luas”. O irmão Bates exclamou: “Ela está descrevendo Saturno”.1 Em seguida, ela disse: “Estou vendo seis luas”, e nesse instante começou a descrição dos “céus abertos” em sua glória, descrevendo-o como abrindo-se para a uma região ainda mais iluminada. O irmão Bates disse que a descrição que ela deu superava, em muito, qualquer relato dos céus abertos que ele já havia lido de qualquer autor.
GMA 217.1Enquanto ela falava ainda em visão, ele se levantou e exclamou: “Oh, como eu gostaria que Lord John Rosse estivesse aqui esta noite!” O irmão White lhe perguntou: “Quem é Lord John Rosse?” “Oh”, disse o irmão Bates, “ele é um grande astrônomo Inglês. Eu queria que ele estivesse aqui pra escutar o que esta mulher diz sobre astronomia, e para ouvir essa descrição dos ‘céus abertos’. Isso está à frente de tudo o que já li sobre o assunto”. A partir daquela noite, o irmão Bates ficou plenamente convencido de que as visões estavam além do conhecimento e controle de Ellen White. Por esse fato, juntamente com o caráter das reprovações e instruções que eram dadas, ele se convenceu de que as visões eram de Deus.
GMA 217.2Esse fenômeno nos céus descrito por Ellen White naquela visão é algo raramente mencionado por escritores astrônomos. Em seu livro Systema Saturnium, publicado em 1659, Christiaan Huygens, o descobridor do fenômeno, dá a seguinte descrição:
GMA 217Uma gloriosa luz na espada de Órion
GMA 217.3Na espada de Órion há três estrelas muito próximas. Em 1656, enquanto eu observava com um telescópio a mais centralizada dessas estrelas, em lugar de uma única estrela, doze estrelas podiam ser vistas. Três delas quase tocavam umas nas outras. Juntamente com outras quatro, elas brilhavam através de uma nebulosa, de forma que o espaço ao redor delas parecia muito mais brilhante do que o resto do céu, o qual estava totalmente limpo e parecia completamente enegrecido. Este céu podia ser visto como que por uma abertura numa cortina. Essa abertura possibilitava visualizar uma região ainda mais brilhante.
GMA 217.4William Herschel diz o seguinte sobre essa abertura no céu:
GMA 217.5Se seu diâmetro, a esta distância, subtender um ângulo de 10 graus, que quase o faz, sua magnitude deve ser totalmente inconcebível. Calcula-se que deva ter dimensão 2 trilhões de vezes maior que a do sol.
GMA 218Mais brilhante que o sol
GMA 218.1Thomas Dick, o filósofo, assim falou sobre essa brilhante nebulosa:
GMA 218.2Se ficássemos próximos a essa nebulosa a uma distância correspondente à metade da distância até a estrela mais próxima — que já é uma distância extremamente grande —, em tal ponto no espaço, ela exibiria um esplendor aproximado ao do sol; e para os que estivessem a uma distância muito mais próxima, ela preencheria uma grande parte do céu e teria um esplendor inexprimível. Mas o propósito final de tal objeto, em todos os seus aspectos e relações, talvez se desenvolva durante as futuras eras de uma infindável existência; e, como muitos outros objetos no distante espaço da criação, ele produz na mente um ardente desejo por contemplar as cenas esplêndidas e misteriosas do universo um pouco mais desdobradas (Dick’s Sideral Heavens, p. 96).
GMA 218.3O irmão Bates, na conclusão de um artigo sobre o assunto, afirma:
GMA 218.4Vemos, assim, por todos os testemunhos apresentados (e poderíamos mencionar muito mais caso fosse necessário), que temos aqui, no céu, um fenômeno muito maravilhoso e inexplicável: uma lacuna no céu de mais de 17 bilhões, 702 milhões, 740 mil e 505 quilômetros em circunferência [17.702.740.505 km]. Diz o celebrado Huygens: “Nunca vi algo assim entre o restante das estrelas fixas — uma visualização desimpedida para outra região mais iluminada”.
GMA 218Outro testemunho na visão dos planetas
GMA 218.5Mais uma vez citamos a Sra. Truesdail, presente na ocasião em que foi dada a referida visão. Ela diz:
GMA 218.6A irmã White estava com a saúde debilitada. Enquanto orações eram oferecidas em seu favor, o Espírito do Senhor desceu sobre nós. Logo notamos que ela estava inconsciente para as coisas terrenas. Esta foi sua primeira visão sobre o mundo estelar. Após contar em voz alta as luas de Júpiter, e, logo após, as de Saturno, ela nos deu uma bela descrição dos anéis deste último. Disse então: “Os habitantes são um povo alto e majestoso, bem diferente dos habitantes da terra. O pecado nunca entrou aqui”. Era evidente, pelo sorriso estampado no rosto do irmão Bates, que suas dúvidas passadas, com relação à origem das visões de Ellen, estavam rapidamente desaparecendo. Todos sabíamos que o capitão Bates era um grande amante da astronomia, pois frequentemente localizava muitos corpos celestes para nos instruir. Após a visão, quando a irmã White lhe disse, em resposta às suas perguntas, que ela nunca havia estudado ou adquirido qualquer conhecimento nesse sentido, ele se encheu de felicidade e alegria. Louvou a Deus e expressou sua crença de que essa visão, acerca dos planetas, foi dada para que ele nunca mais duvidasse (Carta da Sra. Truesdail, datada de 27 de janeiro de 1891).
GMA 219Cavalo domado imediatamente
GMA 219.1Pouco depois dessa reunião em Topsham, outro surpreendente incidente ocorreu em conexão com as visões. Vou relatá-lo segundo me foi contado pelo irmão Bates:
GMA 219.2O irmão White estava usando um potro parcialmente domado e uma carroça de dois bancos, construída sem para-brisa, mas com um degrau na frente e um degrau de ferro nos eixos. Necessitava de extremo cuidado ao guiar o potro, pois, caso as rédeas ou qualquer outra coisa tocasse seus flancos, poderia instantaneamente começar a coicear. Precisava, portanto, ser mantido com as rédeas continuamente esticadas para evitar que saísse correndo. Eles estavam se dirigindo à casa dos donos desse potro, e, como o irmão White estava acostumado a montar potros não domados, pensou que não teria problema com esse. Se soubesse, contudo, que em suas manifestações frenéticas o potro já havia matado duas pessoas, uma delas esmagada contra as pedras à beira da estrada, ele teria ficado menos confiante.
GMA 219.3Nessa ocasião, havia quatro pessoas na charrete: o irmão White e sua esposa no banco da frente, e o irmão Bates e Israel Damon no banco de trás. Enquanto o irmão White tomava o máximo cuidado para manter o cavalo sob controle e Ellen White falava acerca da verdade, o poder de Deus desceu sobre o grupo e ela foi tomada em visão, estando assentada na charrete. No momento em que ela gritou “Glória!”, entrando em visão, o potro repentinamente parou, ficando perfeitamente imóvel, e baixou a cabeça. Simultaneamente, Ellen White se levantou, ainda em visão, e, olhando para o alto, passou por cima da parte frontal da charrete, descendo sobre os eixos e apoiando-se com as mãos sobre o quadril do potro. O irmão Bates gritou então para o irmão White: “O potro vai matar essa mulher a coices”. Ao que o irmão White respondeu: “O potro agora está sob o controle de Deus. Não quero interferir”. O potro permaneceu tão calmo quanto um cavalo velho. O barranco à beira da estrada tinha uns 2 metros de altura e havia um gramado do outro lado da cerca. Com seus olhos ainda direcionados para o alto e sem olhar para baixo uma vez sequer, Ellen White subiu no barranco e passou para o campo gramado. Em seguida, andou de um lado para o outro por alguns minutos, falando e descrevendo as belezas da nova terra. Após isso, com a cabeça na mesma postura, desceu o barranco, veio até a carruagem, subiu nos degraus colocando as mãos no quadril do potro, pisou nos eixos e voltou para a carruagem. No momento em que ela se assentou no banco, retornou da visão. Naquele instante, o cavalo, sem qualquer indicação do condutor, começou a andar seguindo viagem.
GMA 220.1Enquanto Ellen White estava fora da charrete, o irmão White pensou em testar o cavalo, para saber se estava realmente domado ou não. Primeiro, apenas o tocou com o chicote. Em outras ocasiões, o cavalo teria respondido com um coice, mas agora não havia movimento algum. Em seguida, deu-lhe uma boa pancada, depois mais forte, e mais forte ainda. Contudo, o potro não deu qualquer atenção às pancadas, mas parecia tão inofensivo quanto os leões cujas bocas foram fechadas pelos anjos quando Daniel passou a noite na cova dos leões. “O lugar era solene”, disse o irmão Bates, “e era evidente que o mesmo Poder que produziu as visões havia, momentaneamente, subjugado a natureza selvagem do potro”.
GMA 220.2Se essa visão era simplesmente o resultado de alguma enfermidade corporal de Ellen White, surge naturalmente a questão: “Será que o cavalo também havia sido afetado?”
GMA 220O testemunho de Israel Damon
GMA 220.3Apresento aqui algumas declarações que confirmam o relato dado pelo irmão Bates:
GMA 220.4Cerca de 20 anos atrás, logo após eu ter começado a guardar o sábado, Israel Damon me contou os detalhes de quando a irmã White teve a visão enquanto ele, o irmão Bates, o irmão White e esposa viajavam na charrete guiados por um potro rebelde. Li hoje a descrição do acontecimento mencionado acima, escrito pelo irmão Loughborough. Ela está precisamente de acordo com o que o irmão Damon me contou. Assinado, R. S. Webber, Battle Creek, Michigan, 9 de fevereiro de 1891.
GMA 220O testemunho do irmão Bates sobre as visões
GMA 220.5O irmão Bates narra sua própria experiência nas seguintes palavras:
GMA 220.6Embora eu nada visse nelas que militasse contra a Palavra, mesmo assim me sentia alarmado e extremamente provado; e por um longo período relutei em acreditar que as visões estavam acima de qualquer coisa produzida por prolongado estado de debilidade do corpo dela.
GMA 220.7Por esse motivo, busquei oportunidades, na presença de outros, e em ocasiões em que a mente dela parecia livre de agitação (fora das reuniões), para investigar e fazer um interrogatório cruzado com ela e com seus amigos que a acompanhavam, especialmente sua irmã mais velha, para chegar, se possível, à verdade. Durante as várias visitas que ela fez desde então a New Bedford e Fairhaven, por diversas vezes a vi em visão, tanto em nossas reuniões como também em Topsham, Maine. Os que estavam presentes durante algumas dessas empolgantes cenas sabem muito bem com que interesse e intensidade eu escutava cada palavra e vigiava cada movimento para detectar fraude ou influência do mesmerismo. Agradeço a Deus pela oportunidade que tive, juntamente com outros, de testemunhar essas coisas. Agora posso falar confiantemente por mim mesmo. Eu acredito que a obra é de Deus, e é dada a fim de confortar e fortalecer Seu povo “disperso”, “despedaçado” e “desgarrado” desde o término de nosso trabalho […] em outubro de 1844. O confuso estado de “Ei-lo aqui!” ou “Lá está!” desde aquele tempo tem causado extrema perplexidade ao sincero e disposto povo de Deus, e extrema dificuldade aos que não eram capazes de explicar os diversos textos conflitantes que lhes eram apresentados. Confesso que recebi luz e instrução sobre muitas passagens que antes não conseguia entender de maneira clara. Creio ser ela uma filha de Deus abnegada, honesta e disposta (Tiago White, A Word to the Little Flock, p. 21, New Brunswick, Maine, maio de 1847).
GMA 221.1A autora não “obtém os pontos de vista” sobre suas visões “com base em ensinamentos ou estudos antecedentes”. Na época em que recebeu sua primeira visão, em dezembro de 1844, ela e todo o grupo em Portland, Maine (onde seus pais então residiam), haviam desistido do “clamor da meia-noite”, como se fosse coisa do passado. Foi então que, numa visão, o Senhor lhe mostrou o erro em que ela e o grupo em Portland haviam caído. Ela relatou então sua visão ao grupo, e eles reconheceram que a experiência deles do sétimo mês havia sido obra de Deus (Ibid., p. 22).
GMA 221Como as três mensagens foram consideradas em 1847
GMA 221.2As seguintes declarações do irmão Tiago White, escritas em abril de 1847, nos mostram como as três mensagens foram então consideradas:
GMA 221.3Todos os grupos de crentes no segundo advento concordam que o anjo apresentado nos versículos 6 e 7 desse capítulo [Apocalipse 14], representa a mensagem do advento para a igreja e para o mundo. […] A obra do segundo anjo era mostrar ao povo adventista que Babilônia havia caído. E visto que grande parte deles não tinha conhecimento desse fato até que o poder do “clamor da meia-noite” os despertou a tempo para escaparem das igrejas antes que chegasse o décimo dia, segue-se que, desde o sétimo mês de 1844, a mensagem do terceiro anjo era, e continua sendo, um alerta para que os santos “perseverem” e não voltem atrás, nem “recebam” as marcas das quais o grupo de virgens se havia livrado durante o clamor do segundo anjo.
GMA 221.4E será que a verdadeira mensagem para o povo de Deus, desde o sétimo mês de 1844, não tem sido justamente um alerta assim? Certamente que sim. […] O verso 12 diz: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. Onde você os viu, João? Ora, “aqui”, durante a mensagem do terceiro anjo. Uma vez que o tempo de perseverança e espera tem ocorrido desde o sétimo mês de 1844, e o grupo que guarda o sábado, etc., surgiu desde aquela época, é evidente que vivemos no tempo da terceira mensagem angélica (Ibid., p. 10, 11).
Notes
- Nota do editor: Foi José Bates quem nomeou os planetas que Ellen White estava descrevendo. Ela não afirmou que estava vendo Júpiter ou Saturno, mas apenas descreveu o que lhe era mostrado na visão, durante a qual ficava alheia a tudo que se passava ao redor. Loughborough explica que “Esta era a quantidade de luas de Saturno conhecidas na época. Mais luas tanto de Júpiter como de Saturno já foram descobertas desde então”. É evidente que a visão foi útil para José Bates, porém não representava os planetas que ele nomeou. ↩