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Capítulo 18 — Providência de Deus na Obra de Publicações

John Norton Loughborough

GMA 237.1“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa” (Oseias 6:3).

GMA 237.2Até o mês de junho de 1849, a obra do irmão White e esposa, e do irmão Bates, estava confinada aos Estados da Nova Inglaterra. Nessa época, a Srta. Clarissa Bonfoey, de Middletown, Connecticut, se agregou à família White. Pouco tempo antes, a mãe dela havia morrido, deixando-lhe todas as coisas necessárias para mobiliar uma casa. Essa situação permitiu que irmão White novamente estabelecesse um lar. Eles passaram então a residir em uma parte da casa do Sr. Belden, em Rocky Hill, Connecticut.

GMA 237O começo do espiritismo moderno

GMA 237.3Em 24 de março de 1849, uma assembleia geral foi realizada em Topsham, Maine. Naquele sábado, Ellen White recebeu uma visão cujo assunto era de extrema importância. Talvez uma compreensão geral da situação de então proporcionará uma melhor apreciação da visão.

GMA 237.4No fim de março de 1848, em Hydesville, condado de Wayne, Nova Iorque, começaram os “ruídos misteriosos”, ou o que mais tarde se tornou conhecido como “batidas dos espíritos”. Isso ocorreu pela primeira vez na casa da família Fox. No final do verão, essa família mudou-se para Rochester, Nova Iorque, e foram feitas manifestações públicas no saguão Coríntio. As meninas foram submetidas a exames minuciosos por comissões compostas de homens e mulheres selecionados dentre os melhores cidadãos. Embora a maioria das pessoas encarasse as batidas como uma farsa ou algum truque ou artifício, mesmo os mais crédulos não imaginavam que isso chegaria a grandes proporções.

GMA 238Previsões relativas ao espiritismo

GMA 238.1Na visão mencionada acima, Ellen White viu que as batidas misteriosas, em Rochester e em outros lugares, eram o poder de Satanás, e que tais manifestações se tornariam mais e mais comuns. Viu também que elas seriam revestidas com roupagem religiosa para tranquilizar os enganados, lhes transmitir uma segurança ainda maior, e atrair a mente do povo de Deus, se possível, a essas coisas, fazendo-o duvidar da instrução dada pelo Espírito Santo.

GMA 238.2Naquele tempo, porém, poucos tinham qualquer noção de que o espiritismo se alastraria pelo mundo, como então havia sido previsto, ou que algum dia iria admitir ser uma religião, organizada regularmente com igrejas e pastores.

GMA 238Predição cumprida

GMA 238.3O cumprimento da profecia, porém, é óbvio, se considerarmos sua membresia, no início do século 20, declarada como representando 10 milhões apenas nos Estados Unidos. Quanto a sua roupagem religiosa, lemos o seguinte na Review and Herald, Washington, DC, de 12 de novembro de 1903:

GMA 238.4Na recente convenção da Associação Nacional dos Espíritas, realizada nesta cidade, adotou-se um novo ritual. Medidas foram tomadas para a “ordenação” de pastores ou ministros, e um grupo de crentes no espiritualismo foi reconhecido como “igreja”. Isso se pode ver na seguinte seção desse novo ritual:
GMA 238.5“Nenhum pastor ou ministro deve ser estabelecido sobre uma igreja ou sociedade sem antes ter sido formalmente empossado no cargo por meio do que tem sido conhecido, desde os primórdios da história religiosa, como serviço de ordenação. Ninguém pode se tornar um candidato à ordenação até que tenha recebido um chamado para pastorear alguma igreja ou sociedade, ou tenha sido nomeado missionário pela Associação Espírita de algum Estado, incorporada no Estado em que está localizada como organização religiosa, ou pela Associação Nacional Espírita dos Estados Unidos da América. Todos os candidatos ao pastorado ou à obra missionária devem ter pelo menos três anos de plena comunhão com alguma igreja ou sociedade espírita, e, por pelo menos dois anos, ter uma licença de pregador experimental emitida por uma Associação Estadual ou Nacional. Pastores estabelecidos por menos de um ano civil serão inelegíveis para a ordenação”.

GMA 239O irmão White em Oswego, Nova Iorque

GMA 239.1Visto que a obra de publicações estava localizada em Oswego, Nova Iorque, o irmão White mudou-se de Connecticut para lá no outono de 1849. Nesse lugar, ele realizou, em 3 de novembro do mesmo ano, uma conferência para os irmãos. A respeito de trabalho subsequente realizado ali, Ellen White declara:

GMA 239.2Decidimos, então, que era nosso dever trabalhar no Estado de Nova Iorque. Meu esposo sentiu que precisava escrever e publicar. Alugamos uma casa em Oswego, tomamos emprestados os móveis de nossos irmãos e organizamos a vida doméstica. Ali meu esposo escrevia, publicava e pregava. Era-lhe necessário manter sempre a armadura, pois, com frequência, tinha de lutar com professos adventistas que defendiam o erro. Estes pregavam o tempo definido e buscavam introduzir preconceito contra nossa fé em todos quantos pudessem (Life Sketches, p. 128).

GMA 239Publicada a revista Second Advent Review

GMA 239.3No outono de 1850, considerou-se oportuno fazer uma nova mudança. Foi assim que o irmão White mudou-se para Paris, Maine, e ali iniciou a publicação quinzenal do primeiro volume da Second Advent Review and Sabbath Herald. A revista, de publicação quinzenal, teve um total de 13 números de oito páginas de duas colunas cada, com tamanho de 18 x 26 centímetros. O primeiro número foi datado de novembro de 1850, e o último número, de 9 de junho de 1851.

GMA 239.4O tamanho ampliado do jornal sobre a Verdade Presente indicava claramente a expansão proporcional da verdade, o aumento de obreiros na causa e patrocinadores da obra. Já que a distribuição do periódico era gratuita, era de se esperar que os simpatizantes da causa ajudassem em sua publicação, o que foi feito de fato. Embora a comunidade de crentes fosse composta principalmente por pessoas de limitadas condições financeiras, estas contribuíam segundo o Senhor lhes fazia prosperar e, conforme sua capacidade, ajudaram a avançar a caravana da verdade.

GMA 239J. N. Andrews começa a pregar

GMA 239.5Nessa mesma época, J. N. Andrews, residente em Paris, Maine, iniciou seu trabalho público como ministro do evangelho e escritor de temas religiosos. Na Review de maio de 1851, publicou um artigo de cinco páginas sobre o tema das três mensagens [angélicas]. Nesse artigo, aplicou a profecia da besta de dois chifres, relatada em Apocalipse 13, aos Estados Unidos. Com base apenas na força da profecia, assumiu a posição de que a obrigação da guarda do domingo, em lugar do sábado, seria o ponto que finalmente conduziria ao estabelecimento, nos Estados Unidos da América, da união entre igreja e Estado. Seu argumento se baseava unicamente na profecia, pois nenhum movimento, naquela época, apontava de maneira expressiva para o estabelecimento do domingo como dia de guarda. A declaração mais forte que podemos encontrar nesse sentido é a do Dr. Durbin, extraída do Jornal e Advogado Cristão, que dizia:

GMA 240.1Quando o cristianismo se torna a vida moral e espiritual do Estado, o Estado, como medida de autopreservação, fica obrigado, mediante seus magistrados, a impedir a violação aberta do sagrado dia de repouso, o domingo.

GMA 240Vendendo fazendas para ajudar no trabalho

GMA 240.2Foi nessa época que homens como Hiram Edson, de Nova Iorque, e Cyrenius Smith, de Jackson, Michigan, foram levados a vender suas fazendas, cada uma no valor de 3.500 dólares, e a alugar fazendas em que pudessem trabalhar para adquirir meios para ajudar nos diversos empreendimentos que surgiriam na propagação da mensagem.

GMA 240Mudança da obra de publicações para Saratoga

GMA 240.3Em 1851, o irmão White se mudou de Paris, Maine, para Saratoga Springs, Nova Iorque. Mais uma vez montou sua casa com móveis emprestados e publicou o segundo volume da Advent Review. O primeiro número foi datado de 5 de agosto do mesmo ano. Esse volume, de publicação quinzenal, consistiu em 14 números. O último número foi publicado em 23 de março de 1852. O nome do periódico sofreu uma leve alteração, e o nome foi mudado de Second Advent Review, como no vol. 1, para Advent Review and Sabbath Herald, nome que ainda mantém no seu 82° volume. O tamanho da revista aumentou para oito páginas de três colunas, medindo 21 x 30 centímetros.

GMA 240.4Veremos que todas as mudanças em aumento de tamanho da que foi e ainda é nossa revista denominacional foram para melhor, e revelam um moderado grau de prosperidade que fornece marcante evidência de que a obra do terceiro anjo “tinha vindo para ficar”.

GMA 240A publicação em Rochester — Aquisição de uma prensa manual

GMA 240.5Em 6 de maio de 1852, o primeiro número do Volume 3 da Advent Review and Sabbath Herald foi publicado em Rochester, Nova Iorque, num prelo e com tipos pertencentes aos adventistas do sétimo dia. Hiram Edson tinha adiantado uma soma para comprar um prelo manual, modelo Washington, com tipos e materiais necessários para suprir o escritório. Ficou acertado que ele receberia o dinheiro de volta à medida que chegassem doações dos amigos da verdade. Esse prelo manual permaneceu no escritório da Review and Herald em Battle Creek, Michigan, até ser consumido pelo fogo em 30 de dezembro de 1902. Na época, era considerada a melhor impressora de provas do escritório. No número 12, vol. 3, de 14 de outubro de 1852, foi anunciado que o custo total do estabelecimento do escritório, prelo e demais materiais era de 652,93 dólares, e que, até aquela data, o total recebido para esse fim totalizava 655,84 dólares. Dessas 12 edições da revista, 2 mil exemplares de cada foram impressos e distribuídos gratuitamente.

GMA 241Começa a Youth’s Instructor [Revista Jovem Adventista]

GMA 241.1Em agosto, o escritório da Review iniciou a publicação do Youth’s Instructor, uma revista mensal. Atualmente ela é semanal, e cada número possui quatro vezes mais conteúdo do que continha naquela época.

GMA 241Uriah Smith se une ao escritório

GMA 241.2Em 1853, o irmão Uriah Smith começou a trabalhar no escritório da Review and Herald, onde ocupou uma posição de responsabilidade por 50 anos. Naquele ano, a Review and Herald anunciou pela primeira vez que nossas publicações poderiam ser compradas a preço de custo por quem desejasse. Para todos os demais, o material impresso era gratuito, já que o déficit era coberto pelas doações de pessoas de coração generoso e disposto. Em 1854, foi anunciado que o preço da Review quinzenal seria de 1 dólar por ano. Nesse mesmo ano, numa reunião em tenda realizada no condado de McComb, Michigan, no mês de julho, fez-se uma tentativa de vender nossas publicações. Durante essa reunião, foram vendidos livros totalizando 50 dólares. O irmão White, falando dessa tentativa, escreveu na Review: “Isso mostra que nossos livros podem ser vendidos”.

GMA 241Fundo de 500 dólares para publicação

GMA 241.3A Review de 12 de outubro e 24 de dezembro de 1854 fez apelos para conseguir um fundo de 500 dólares que permitiria ao escritório prover aos ministros panfletos para serem distribuídos gratuitamente em conexão com seu trabalho, e também possibilitaria a criação de um fundo de emergência de 500 dólares para o escritório, para garantir a publicação regular semanal da Review, e evitar que, ocasionalmente, se pulasse alguma semana por falta de fundos.

GMA 242J. P. Kellogg e Henry Lyon vendem suas fazendas

GMA 242.1Foi neste período que J. P. Kellogg, de Tyrone, e Henry Lyon, que viviam perto de Plymouth, Michigan, venderam suas fazendas, cada uma no valor aproximado de 3.500 dólares, com o único propósito de conseguir meios para usar no avanço da obra. Nesse mesmo espírito, outros dois irmãos em Michigan, em momento oportuno, se prontificaram com recursos e corações dispostos para apoiar onde sua ajuda fosse mais necessária. O primeiro se dedicou à fabricação de vassouras, em Jackson, Michigan, enquanto o segundo mudou-se para Battle Creek e trabalhou no ofício da carpintaria para sustentar sua família.

GMA 242Todos os nossos artigos e livros por 3 dólares

GMA 242.2No final do Volume 4, em junho de 1855, com apenas 3 dólares podia-se adquirir a Review e o Instructor por um ano, além de um conjunto completo de todos os panfletos, folhetos e um hinário, usado na época — 26 panfletos e folhetos ao todo. O preço estabelecido do Instructor era de 25 centavos por doze números.

GMA 242Pedido de transferência do escritório da Review para Michigan

GMA 242.3No mês de abril de 1855, o irmão White e sua esposa visitaram Michigan novamente e realizaram reuniões em vários lugares. Nos dias 28 e 29 do mesmo mês, os irmãos realizaram uma reunião em Battle Creek em que foi votado um convite para que o irmão White transferisse o escritório da Review de Rochester para Battle Creek. Dan Palmer, Cyrenius Smith, J. P. Kellogg e Henry Lyon concordaram, cada um, em fornecer 300 dólares, sem juros, somando 1.200 dólares, para comprar um terreno e construir um escritório de publicações. Assim, foi adquirido um terreno na esquina sudeste das ruas West Main e Washington, e ali se construiu um prédio de madeira de dois andares, com dimensões de 6 x 9 metros e pilares de 6 metros.

GMA 242Primeira sala de reuniões em Battle Creek

GMA 242.4Naquela mesma estação do ano, a primeira sala de reuniões dos adventistas do sétimo dia em Battle Creek foi erigida, medindo 5,5 x 7,3 metros. Esse modesto edifício, coberto de alto a baixo com tábuas e ripas, localizava-se perto da esquina noroeste das ruas Van Buren e Cass.

GMA 243Nosso primeiro escritório de publicações

GMA 243.1O primeiro número da Review publicado em Battle Creek, num escritório de propriedade dos adventistas do sétimo dia, foi datado de 4 de dezembro de 1855. O preço do periódico foi então estabelecido a 1 dólar por volume contendo 26 números. Além disso, doações foram solicitadas para enviar a revista gratuitamente às pessoas carentes que realmente quisessem. A partir desse momento, os irmãos Waggoner e Cottrell foram colunistas quase constantes da Advent Review.

GMA 243.2Na Review de 18 de dezembro de 1855, a comissão editorial fez uma declaração que pode soar estranha para os atuais funcionários do escritório. Dizia assim:

GMA 243.3Não vemos razão por que os que trabalham no escritório não deveriam receber uma compensação merecida por seus serviços. O editor ganha apenas metade do que poderia ganhar em outro lugar.

GMA 243.4Deve-se mencionar que os salários da época não chegavam à metade do que são hoje, e que a “metade” a que se referiu na época não passava de um terço ou um quarto do que o escritório paga hoje por trabalho semelhante. Além disso, os funcionários do escritório doavam, na época, metade do valor de seus serviços para que o evangelho da verdade presente pudesse ser publicado.

GMA 243Apelo por um prelo a motor

GMA 243.5Na Review de 19 de março de 1857, foi sugerido, pela primeira vez, a necessidade de um prelo a motor para a impressão das revistas, folhetos e livros. Conforme relatado em 2 de abril, tomou-se a decisão de comprar um prelo Adams, e sete pessoas prometeram contribuir com 100 dólares cada para adquiri-lo. Na edição seguinte, declarou-se que o prelo e o motor custariam cerca de 2.500 dólares, e as contribuições já haviam atingido 1.700 dólares.

GMA 243.6Num editorial do irmão White, na Review de 13 de agosto de 1857, encontra-se esta animadora declaração:

GMA 243.7Nosso escritório está livre. Temos um fundo geral de livros de 1.426 dólares, agora investido em livros. O novo prelo motorizado está em operação, e funcionando muito bem. Há ainda uma boa probabilidade de que em breve será operado a vapor, e com tudo pago. Nossos programas de tenda estão recebendo um sustento muito melhor do que anteriormente.

GMA 244Primeiro relatório de venda de livros

GMA 244.1A Review de 29 de outubro de 1857 relatou que a venda de livros referente aos dois anos anteriores havia sido de 1.287,91 dólares, sendo este o primeiro relatório do tipo feito até então. Isso indicava progresso na causa, e constituía, portanto, fonte de encorajamento, pois mostrava que a verdade estava ganhando força, e, “como correntes de luz, estava circundando o mundo”.

GMA 244Escritório da Review: um cofre seguro

GMA 244.2A Review de 13 de agosto de 1858 divulgou, pela primeira vez, a ideia de que nosso povo fizesse do escritório um local de depósito de seus recursos excedentes. Todos os que não precisavam fazer uso imediato de seu dinheiro poderiam depositá-lo no escritório e retirá-lo, sob solicitação, a qualquer momento em que dele tivessem necessidade. Com isso, dariam ao escritório o benefício de usá-lo. Quando essa sugestão foi posta em prática, a obra passou a ter independência financeira ainda maior.

GMA 244.3Desde aquela época até hoje (1905), ninguém jamais perdeu um dólar sequer de qualquer valor emprestado a nossas casas editoras, ou deixou de receber seu dinheiro no momento em que o solicitou. Pessoas sinceras e atentas têm considerado nossos escritórios de publicação um lugar mais seguro que os bancos para depositar seu excedente, pois os bancos muitas vezes entram em falência. Os bancos têm crédito mundano, enquanto nossas casas publicadoras têm “por respaldo” a força de toda a denominação.

GMA 244Organizada a Associação de Publicações Adventista do Sétimo Dia

GMA 244.4A Associação de Publicações Adventista do Sétimo Dia foi organizada em 3 de maio de 1861. Nessa data, correspondências foram circuladas solicitando assinaturas para ampliar o capital a 10 dólares por ação. Em duas semanas, foi anunciado que as ações já somavam 4.080 dólares.

GMA 244.5Começando em 11 de junho daquele ano, a Review passou a ser publicada pela Associação de Publicações Adventista do Sétimo Dia. O primeiro prédio de escritórios construído pela Associação localizava-se na esquina sudeste, entre as ruas Main e Washington, no local cuja antiga estrutura de madeira foi removida para a rua Kalamazoo. O novo prédio agora contava com dois andares, com paredes de tijolo maciço. Tinha a forma de uma cruz grega, e a fachada era virada para o norte na rua Main. O comprimento entre as extremidades leste-oeste era de 13 metros, e o das extremidades norte-sul, 22 metros.

GMA 245Primeiras publicações em outras línguas

GMA 245.1A mensagem avançava passo a passo e cada movimento vigoroso fortalecia e consolidava a obra. Nessa época, nossa editora emitia cinco panfletos em línguas estrangeiras, três em dinamarco-norueguês e dois em língua francesa. Foi assim que se iniciou a publicação para países estrangeiros.

GMA 245.2Com o aumento contínuo do número de membros, houve um crescimento estável e contínuo das finanças. Esse fato pode ser constatado pelo relatório da Review em 16 de maio de 1863, em que o secretário da Associação apresentou a seguinte declaração sobre o total das receitas:

GMA 245.3Recebido em ações e doações para a Associação até hoje      10.374,13
GMA 245.4Recebido do escritório em Rochester      700,00
GMA 245.5Recebido para materiais adicionais      300,00
GMA 245.6Recebido para o fundo de livros      1.355,00
GMA 245.7Recebido para o prelo a motor      2.500,00
GMA 245.8Total      15.229,13 dólares

GMA 245.9O secretário afirmou ainda:

GMA 245.10Fazendo uma estimativa conservadora sobre a propriedade da Associação, seu valor calculado não deve ser inferior a 20 mil dólares, que é cerca de 5 mil dólares a mais do que o valor que custou aos amigos da causa. Isso testifica da integridade e fidelidade do irmão White e de seus associados no escritório da Review. E. S. Walker, secretário.

GMA 245Transferência da Review para a Associação de Publicações

GMA 245.11Visto que o trabalho editorial alcançara esses resultados pelo empenho e abnegados sacrifícios do irmão White, os lucros decorrentes, na prática, lhe pertenciam. Afinal de contas, o rendimento provinha de sua abnegação, habilidade com os negócios e meticulosa administração. Mas, em vez de reivindicar para si os lucros, ou mesmo parte deles, alegremente entregou tudo à igreja. E ainda mais: quando a Associação, após ser organizada, votou que ele deveria receber 6 dólares por semana pelos serviços prestados, ele aceitou apenas 4 dólares.

GMA 245Uma revista na costa do Pacífico

GMA 245.12Na Review de 21 de abril de 1874, havia um artigo do irmão White comentando sobre a obra na costa oeste dos Estados Unidos, ou costa do Pacífico. Ele afirmava ali que logo haveria necessidade de se estabelecer uma revista semanal dedicada aos interesses da causa naquela região. Pouco tempo depois, na cidade de Oakland, abriu-se o caminho para a compra de uma pequena quantidade de tipos móveis e materiais que possibilitaram em junho daquele ano o início da publicação quinzenal do periódico Signs of the Times.

GMA 246Levantando Recursos

GMA 246.1Após a impressão de seis números da Signs, o irmão White retornou à costa leste, solicitando à Associação da Califórnia que tomasse medidas para a publicação da revista. Na assembleia da Associação Geral, em 15 de agosto de 1874, foi proposto que os irmãos da costa leste levantassem 6 mil dólares para comprar o prelo, o motor e os tipos móveis para o escritório da Signs, na condição de que os irmãos da costa oeste levantassem 4 mil dólares para adquirir um local e erguer um edifício apropriado para um escritório.

GMA 246.2O irmão George I. Butler, na época membro da Comissão da Associação Geral, participou da reunião campal em Yountville, na Califórnia, e apresentou a proposta aos irmãos. Em 11 de outubro de 1874, eles responderam ao apelo e se comprometeram a doar a soma de 19.414 dólares em dinheiro.

GMA 246É estabelecida a Pacific Press

GMA 246.3Em 2 de fevereiro de 1875, o irmão Tiago White e sua esposa chegaram a Oakland, acompanhados do irmão J. H. Waggoner e outros eficientes obreiros. No dia 12 do mesmo mês, foi convocada uma reunião especial da Associação da Califórnia com o fim de encontrar um local para a construção de edifícios para o escritório da Signs of the Times. Após o assunto ser discutido, decidiu-se adquirir os terrenos no lado oeste da rua Castro, entre as ruas 11 e 12. No mesmo dia, o irmão White e John Morrison compraram os terrenos, registrando-os em seus próprios nomes, com a intenção de transferir para a Associação de Publicações, quando fosse formada, toda a quantidade de terra necessária para o uso da corporação.

GMA 246.4No dia 1° de abril de 1875, a Associação Adventista do Sétimo Dia de Publicações do Pacífico foi formada em Oakland, com um capital em ações fixado em 28 mil dólares. Conforme combinado, a parte central dos terrenos na rua Castro foi registrada no nome da Associação e um edifício foi prontamente construído por O. B. Jones, de Battle Creek, Michigan. A forma e dimensões do prédio foram as mesmas que as do escritório construído em Battle Creek. A única diferença foi que, em Oakland, a construção foi de madeira em vez de tijolos. Assim que o edifício ficou pronto, a Signs of the Times foi transferida para sua nova sede na sexta-feira, dia 27 agosto de 1875.

GMA 247Mudança para Mountain View

GMA 247.1A publicação de revistas e livros foi desenvolvida com êxito nesse edifício até 1904, quando medidas foram tomadas para transferir a publicadora para o interior. O gerente da Pacific Press deu a seguinte explicação para essa mudança:

GMA 247.2Durante anos a direção da Pacific Press Publishing Company sentiu que o terreno ora ocupado pela editora é caro demais, e encontra-se num espaço muito apertado no coração de uma grande cidade e numa área residencial destinada a fábricas. Assim, há sabedoria, em muitos aspectos, em procurar algum lugar rural, com terras menos valiosas, onde os funcionários possam adquirir casas com arredores saudáveis, com espaço suficiente para jardins, árvores frutíferas e espaço para respirar, e onde haja boas vantagens de envio de materiais. Tal local foi encontrado e adquirido no vilarejo de Mountain View, Condado de Santa Clara, 63 quilômetros ao sul de São Francisco, um lugar que une muitas das vantagens da cidade com os benefícios de uma saudável vida no campo.

GMA 247Início da publicação em terras estrangeiras

GMA 247.3Como indicador da propagação da verdade, constatamos que, entre 1875 e 1878, a obra de publicações foi iniciada em Basileia, na Suíça, e em Oslo, na Noruega.

GMA 247.4No outono de 1875, foi publicado um relatório na Review de que a venda de livros, num período de sete anos, de 1868 a 1875, levando em conta apenas o escritório da Review and Herald, totalizou 85.644,54 dólares, cerca de seis vezes mais do que os sete anos anteriores; e as vendas dos quatro escritórios juntos (Michigan, Califórnia, Suíça e Noruega) durante três anos, de 1875 a 1878, foram de 98.163,73 dólares.

GMA 247.5A Review de 17 de outubro de 1878 declarou que todos os livros, panfletos e folhetos impressos pelo escritório da Review antes de 1864 somavam 50.058.000 páginas. De 1864 a 1878, o número de páginas era de 158.130.951, ou seja, um total de 208.188.951 páginas.

GMA 248O Youth’s Instructor torna-se semanal

GMA 248.1Até o dia primeiro de janeiro de 1879, o Youth’s Instructor era publicado mensalmente, mas nessa data, ao iniciar seu 31° ano, passou a ser emitido semanalmente, quadruplicando sua utilidade.

GMA 248O que o irmão White entregou à Associação

GMA 248.2Na Review de 23 de janeiro de 1879, o irmão White fez algumas declarações sobre sua conexão com a causa. Penso ser este o lugar apropriado de apresentá-las, pois lançam maior luz sobre os sacrifícios feitos na obra de publicação. A citação diz:

GMA 248.3Em 1861, quando a Associação de Publicações foi instituída em Battle Creek, Michigan, entregamos à Associação nossa lista de assinantes e o direito de republicar todas as nossas obras (avaliadas em 10 mil dólares), restando-nos apenas o valor de mil dólares, e continuamos nosso trabalho de editor, gerente, e pregador a 6 dólares por semana.
GMA 248.4Em 1866, quando voltamos para o escritório da Review, após grave enfermidade, encontramos os administradores pagando juros de dez por cento sobre milhares de dólares, e as ações reduzidas a 32 mil dólares (3 mil dólares a menos do que o capital investido e doações que haviam entrado); contudo, em quatro anos, com a bênção de Deus, as dívidas foram pagas, as ações aumentaram para 75 mil dólares, e nós [a Associação] tínhamos 5 mil dólares no banco.

GMA 248Situação da Editora em 1880

GMA 248.5O irmão Butler fez a seguinte declaração na Review de 15 de janeiro de 1880:

GMA 248.6Nossa editora (em Battle Creek) foi recentemente ampliada com a construção de um prédio central entre os dois edifícios ao leste, resultando, assim, num aumento substancial da capacidade e conveniência de todos. Existem salas para eletrotipagem, estereotipagem e para a produção de excelente encadernação. De fato, os que entendem do assunto declaram que esta é a mais perfeita e completa editora no Estado de Michigan.

GMA 248.7Não obstante essa ampliação, tornou-se necessário, antes do término do verão, construir um novo edifício, ao sul do edifício principal, para a sala de impressão. Os cinco prelos motorizados da Associação foram transferidos para essa sala. Um desses prelos era maior do que qualquer outro utilizado no escritório até então. Outro do mesmo tamanho e estilo acabara também de ser instalado no escritório da Signs of the Times, em Oakland, Califórnia.

GMA 249.1Na Review de 17 de maio de 1881, o irmão White, referindo-se ao sucesso da obra de publicação na editora central em Battle Creek, afirmou:

GMA 249.2Subtraia o total de dívidas da Associação de Publicações Adventista do Sétimo Dia de uma cuidadosa fatura da propriedade, e restam, em imóveis e bens, não menos que 105 mil dólares. Desse total, nosso povo tem dado, por meio de ações, doações e legados, a soma de 34.432,17 dólares. Além disso, alguns poucos homens e mulheres fiéis que dedicaram suas vidas à obra adicionaram [não em doações, mas pelo sacrifício e uma cuidadosa administração] 70.567,83 dólares.

GMA 249Inauguração da obra da colportagem

GMA 249.3Em 1881, nosso povo iniciou um novo empreendimento: a obra de colportagem visando à venda de nossas publicações. Na ausência de relatos precisos, feitos pelos colportores, sobre as vendas até o ano de 1884, nosso relatório desse período é feito a partir do total de vendas relatadas pelas quatro editoras. De acordo com números fornecidos, as vendas durante cinco anos foram de 221.248,69 dólares. À medida que a influência do trabalho de nossas missões na Europa Central e países escandinavos se estendeu, a demanda por publicações em idiomas estrangeiros também aumentou.

GMA 249Venda de livros durante dez anos

GMA 249.4No decênio de 1884 a 1894, a venda de nossos grandes livros encadernados era, em grande parte, realizada pelos colportores. Suas vendas nesse período foram de 4.031.391,26 dólares. Nessa época, nossa obra foi ampliada pelo estabelecimento de editoras na Austrália, no Taiti, uma das ilhas do Pacífico, em Helsinque, na Finlândia; em Hamburgo, na Alemanha e em outros lugares. Segundo os relatórios, as vendas dos colportores no ano de 1895, apesar dos tempos difíceis naquele ano, foram de 357.467,23 dólares, o que, incluindo as vendas já mencionadas, faz um total geral de 4.816.773,73 dólares.

GMA 249Venda de 50 anos — 11 milhões de dólares

GMA 249.5Para saber o valor total das vendas de 1854 a 1° de janeiro de 1896, devemos ainda adicionar os números relativos à venda de livros, panfletos, folhetos e diagramas relatados por todas as editoras durante os dez anos mencionados acima. Tal montante é de 3.458.278,23 dólares, que resulta num total de venda de livros da denominação, durante 22 anos, de 8.275.051,96 dólares. Em outras palavras: as vendas de trinta anos (1854-1884) foram 424.915,24 dólares, e pelos doze anos seguintes, até 1° de janeiro de 1896, 7.850.136,72 dólares. Apesar da força no campo da colportagem ter diminuído nos últimos oito anos, é uma estimativa segura dizer que, a partir de 1854 até o presente momento (1905), foram vendidos mais de 11 milhões de dólares em publicações adventistas do sétimo dia.

GMA 250Publicando em cerca de 40 línguas

GMA 250.1Fica evidente o progresso da mensagem em forma impressa se considerarmos que já foram dados os primeiros passos na publicação de nossa literatura em cerca de 40 das principais línguas, como o árabe, armênio, soto do sul, tcheco, búlgaro, bengali-índia, chinês, dinamarquês, inglês, estoniano, finlandês, francês, fijiano, grego, alemão, holandês, húngaro, havaiano, italiano, islandês, japonês, xhosa, letão, livoniano, maori, polonês, português, romeno, russo, sérvio, espanhol, sueco, taitiano, tonganês, galês, etc. Nestes vários países e nacionalidades, há trabalhadores ativos propagando a verdade da terceira mensagem [angélica].

GMA 250.2O número de livros, panfletos e folhetos impressos em diferentes línguas é maior que 1.187. A aquisição de cada um desses livros, juntamente com a assinatura anual dos 87 periódicos da denominação em diferentes línguas, custaria cerca de 340 dólares [os 87 periódicos estão listados no Yearbook da Associação Geral de 1904].

GMA 250Localização das 20 editoras

GMA 250.3As vinte editoras dos adventistas do sétimo dia estão localizadas em: Avondale, Austrália; Battle Creek, Estado de Michigan; Basileia, Suíça; Oslo, Noruega; Copenhague, Dinamarca; Cidade do Cabo, África do Sul; Calcutá, Índia; College View, Estado de Nebraska; Hamburgo, Alemanha; Helsinque, Finlândia; Londres, Inglaterra; Melbourne, Austrália; Montreal, Canadá; Nashville, Estado do Tennessee; Oakland, Estado da Califórnia; South Lancaster, Estado de Massachusetts; Estocolmo, Suécia; Tacubaya, México; e em Washington, DC. Além dessas editoras, nosso povo está imprimindo periódicos e panfletos em Hong Kong, China; Tóquio, Japão; Cairo, Egito; na América do Sul e nas Ilhas Fiji.

GMA 250Publicando os primeiros panfletos

GMA 250.4Façamos agora uma rápida retrospectiva dos recursos que os pioneiros tinham disponíveis para o trabalho. No outono de 1853, a produção do primeiro livro impresso no prelo Washington, intitulado O Santuário, passou pelas seguintes etapas: um grupo de irmãs coletava e dobrava os cadernos para serem costurados e encadernados; em seguida, o escritor os perfurava com uma sovela; as capas eram então colocadas, e Uriah Smith fazia o acabamento com uma régua de pedreiro e um canivete afiado. Isso se dava devido à falta de equipamento adequado para fazer essa parte do trabalho.

GMA 251.1A partir de 1861, toda a literatura da denominação era impressa no prelo motorizado Adams, impulsionado por um motor de dois cavalos. Agora, nos diversos escritórios de publicação, há mais de 40 prelos a vapor funcionando constantemente, imprimindo a presente verdade. Esses escritórios empregam um total de mais de 500 pessoas para realizar o trabalho, enquanto centenas de colportores estão no campo vendendo os livros às pessoas.

GMA 251.2No ano de 1862, um conjunto completo de todas as publicações editadas pelos adventistas do sétimo dia podia ser comprado pela quantia de 7,50 dólares; em 1904, como foi mostrado, seriam necessários 340 dólares para adquirir um conjunto completo. Certamente algo maior do que um planejamento humano entrou em ação para produzir tais resultados.

GMA 251.3O crescimento da obra editorial entre os adventistas do sétimo dia, como previsto em 1848, tem, efetivamente, se assemelhado ao progresso do sol, que “vai aquecendo, envia seus raios”, ou “mantém seu curso como o sol, mas nunca se põe”.

GMA 251Andando pela fé: o testemunho do irmão Stone

GMA 251.4O zelo e dedicação de pessoas que têm trabalhado para avançar a obra da mensagem do terceiro anjo são bem descritos na Review de 5 de fevereiro de 1884 pelo irmão Albert Stone, um dos pioneiros na causa, que viveu até a avançada idade de 90 anos:

GMA 251.5A história inicial da causa foi um dia de humildes começos, e os recursos utilizados pareciam insuficientes para o trabalho. Contudo, os homens e mulheres de fé sabiam, desde o início, que o poderoso braço do Senhor estava alistado nesse trabalho. Sabiam que o tempo definido para favorecer Sião havia chegado e que o Senhor havia estendido Sua mão para ajuntar Seu povo. Viam que o Senhor estava ao leme e que o navio do evangelho, lotado com a igreja remanescente e com sua carga de verdade restaurada, fé provada e amor perfeito, chegaria ao porto com segurança.

Nota

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