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Capítulo 2 — O Plano da Salvação Desdobrado

John Norton Loughborough

GMA 25.1“A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida” (Provérbios 13:12).

GMA 25.2“Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ageu 2:6, 7).

GMA 25.3Desde o tempo em que Adão foi banido do jardim do Éden e da árvore da vida, as palavras dirigidas a Satanás a respeito da semente da mulher — “Este te ferirá a cabeça” (Gênesis 3:15) — têm alimentado a esperança de que o mal finalmente será derrotado e seus astutos projetos destruídos, e de que seremos restaurados à árvore da vida. Foi assim que o Esperado — a Semente prometida — Se tornou o “Desejado de todas as nações”.

GMA 25.4Na citação de Ageu, mencionada acima, parece que a vinda desse Desejado está ligada com o tempo em que o Senhor abalará os céus e a Terra. Paulo, escrevendo aos Hebreus, coloca esse acontecimento no futuro ao afirmar:

GMA 25.5Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor (Hebreus 12:26-28).

GMA 25.6Essa linguagem, referente ao abalo ainda por vir, parece colocá-lo em íntima ligação com o estabelecimento final do reino de Deus por meio de Cristo — a Semente prometida, o “Desejado de todas as nações”.

GMA 25.7A restauração que será realizada por Cristo pode ser claramente conhecida, nestes últimos dias, por todos os que têm a totalidade da Bíblia aberta diante de si. Não era assim com os antigos. A palavra do Senhor veio a eles “preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Isaías 28:13). Naquela época, a revelação do plano da salvação era semelhante à vereda dos justos, comparada com “a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18). É de grande interesse, portanto, que estudemos brevemente o desdobramento gradual desse plano de Deus ao Seu antigo povo.

GMA 26A princípio, a demora não foi revelada

GMA 26.1O Senhor não lhes pospôs a esperança de imediato, revelando-lhes que se passariam centenas de anos até a vinda da Semente prometida; isso lhes entristeceria o coração. Podemos deduzir a partir do relato que lhes foi permitido pensar que a primeira criança nascida seria a Semente, e que, de alguma maneira, o Éden seria logo restaurado e novamente teriam acesso à árvore da vida. Quando Caim nasceu, Eva exclamou: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor”. Alguns eruditos da língua hebraica defendem que, traduzido de forma fiel, o texto diria: “Adquiri um varão: o Senhor”. Ou seja, aqui está a Semente que realizará o tremendo feito de derrotar Satanás. Não há registro de que Eva tenha pronunciado algo parecido por ocasião do nascimento de Abel. Ela naturalmente poderia e deveria supor que seria no primogênito que a promessa se cumpriria. Suas esperanças devem ter diminuído, ou mesmo morrido, ao ser-lhe revelado o caráter de Caim e ao testemunhar a conduta perversa que o levou a matar o irmão. Seguramente, antes de Abel ser assassinado, a família deve ter recebido luz e conhecimento a respeito do sacrifício futuro a ser feito em seu favor. Foi por essa razão que Abel, divinamente instruído, trouxe como oferta um cordeiro do seu rebanho, ao passo que Caim, que recebera as mesmas instruções que o irmão, trouxe uma oferta dos frutos da terra e a misturou com o espírito de ira e ciúmes. A oferta de Abel foi mais aceitável que a de Caim, pois foi feita “pela fé”. Comentando sobre a influência positiva da fé de Abel, Paulo escreve: “mesmo depois de morto, [ele] ainda fala” (Hebreus 11:4).

GMA 26Seria Sete a Semente prometida?

GMA 26.2Após a morte de Abel, Sete nasceu, revivendo então a esperança. Eva declarou: “Deus me concedeu outro descendente em lugar de Abel, que Caim matou” (Gênesis 4:25). Mais tarde, Sete foi incluído na linhagem dos descendentes de Adão (ver Gênesis 5:3), ao passo que Caim, o verdadeiro primogênito, não entrou na genealogia. Eva muito provavelmente supôs que Sete era agora a Semente prometida. O registro bíblico relata que, depois do nascimento de Sete, os homens passaram a chamar-se pelo nome do Senhor.1 Talvez agiram assim supondo que Sete seria o governante final — o Senhor — que derrotaria o domínio usurpado por Satanás.

GMA 27Esperança centralizada em Noé

GMA 27.1No breve registro de eventos entre a época de Adão e o nascimento de Noé, pouco além da genealogia da raça humana está registrado. Com o nascimento de Noé (“o justo”), a esperança brotou novamente. As pessoas exclamaram: “Este nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:29). A Bíblia não declara o modo pelo qual esperavam receber esse conforto; mas entretinham a esperança de que a maldição da terra seria, de alguma forma, atenuada. Não lhes foi revelada então a grande maldade que existiria nos dias de Noé, nem que as pessoas encheriam a Terra de tanto pecado e violência que a raça seria varrida do planeta por um dilúvio, com apenas Noé e sua família escapando da destruição. Tampouco lhes foi revelado o fato de que, por 120 anos, ele iria advertir o mundo de sua iminente destruição.

GMA 27Babel é construída

GMA 27.2Após o dilúvio, Noé instruiu o povo a repovoar a Terra. Mas ao começarem a se multiplicar, rejeitaram o plano do Senhor de governá-los. Ninrode estabeleceu o reino de Babel — posteriormente chamado de Babilônia, o primeiro dos governos terrestres (Gênesis 9:1; 10:9, 10). Pouco tempo depois, começaram a edificar a torre de Babel, tendo em vista construir para si mesmos um nome e impedir que fossem espalhados pela face da terra — justamente o oposto daquilo que o Senhor lhes havia ordenado por intermédio de Noé. Ao invés de esperarem pacientemente pelo cumprimento dos propósitos de Deus, tomaram o assunto em suas próprias mãos. A consequência foi que Deus lhes confundiu a linguagem e os espalhou.

GMA 27Abraão: o herdeiro do mundo

GMA 27.3Acompanhando o registro, até chegar ao décimo descendente de Noé, nos deparamos com o chamado de Abraão. Deus lhe disse:

GMA 27.4Porque toda essa terra que vês, Eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque Eu ta darei (Gênesis 13:15-17).

GMA 28.1Apesar de Abraão receber a promessa de que possuiria a terra, foi-lhe assegurado que ele morreria. Paulo declara que Abraão saiu “a fim de ir para um lugar que devia receber por herança” (Hebreus 11:8). O cumprimento da promessa da Semente foi, sem dúvida, esclarecido a Abraão em visão proveniente de Deus, pois ele “aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:10). Em Romanos 4:13, declara-se que a promessa era que ele seria “herdeiro do mundo”, não no estado em que este se encontrava, mas em algum momento após sua ressurreição.

GMA 28.2Do ponto de vista humano, Abraão não podia compreender de que forma a Semente prometida poderia surgir de sua própria descendência. Portanto, sugeriu que Eliézer, seu mordomo, fosse escolhido como a Semente. Deus lhe disse, porém: Não será assim, “mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro” (Gênesis 15:4). O Senhor agora passa a lhe revelar que a obra final da Semente não se completaria de forma imediata. Disse então a Abraão:

GMA 28.3Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. […] E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice (Gênesis 15:13-15).

GMA 28.4A própria esposa de Abraão propôs um plano precipitado para apressar o cumprimento da promessa. Contudo, após o nascimento de Isaque, o verdadeiro filho de Abraão com Sara, sua legítima esposa, o Senhor falou a respeito de Ismael e sua mãe Agar: “rejeita essa escrava e seu filho” (Gênesis 21:10).

GMA 28.5No teste de fé a que foi submetido, o de oferecer Isaque sobre o altar, Abraão aprendeu uma lição acerca da ressurreição dos mortos. Dele se diz:

GMA 28.6Considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo [a Isaque] dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou (Hebreus 11:19).

GMA 28A verdadeira Semente

GMA 28.7Certa vez, Abraão foi instruído de que a Semente verdadeira, por meio da qual todas as nações seriam abençoadas, embora fosse seu descendente segundo a carne, seria, em realidade, o Cristo de Deus, pois o Senhor não lhe disse: “descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16). A esse respeito, o apóstolo Paulo declarou: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos” (Gálatas 3:8). A promessa a Abraão foi renovada a Isaque e a sua descendência (Gênesis 28:13), e, posteriormente, a Jacó.

GMA 29.1Como Jacó teve doze filhos, a pergunta naturalmente poderia ser feita: por qual deles seria traçada a linhagem da Semente verdadeira? No testemunho inspirado, proferido por Jacó a respeito de seus filhos, encontramos a resposta: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gênesis 49:10). Em cumprimento dessa profecia, é importante ressaltar que os Israelitas tiveram a permissão de possuir seu Sinédrio, mesmo quando subjugados por outras nações. Assim, Judá — a tribo dos judeus — tinha voz em seu governo até Siló (Cristo) chegar de fato.

GMA 29O tempo havia sido encoberto

GMA 29.2Os patriarcas possuíam algum conhecimento sobre a restauração e vinda da Semente prometida. Não lhes foi revelado, contudo, precisamente quando ou quanto tempo passaria até Sua vinda. Quando a posteridade de Jacó começou a se multiplicar no Egito, e o Faraó-Assírio (Isaías 52:4) que “não conhecia a José” (Êxodo 1:8; Atos 7:18) passou a oprimi-los, suas mentes naturalmente se voltaram à promessa feita a Abraão de que sofreriam aflições e permaneceriam temporariamente como estrangeiros durante 400 anos (efetivamente 430), esperando que sua libertação introduziria a herança prometida.

GMA 29.3Após o nascimento de Moisés, seus pais perceberam que “a criança era formosa” (Hebreus 11:23). Provavelmente, foi-lhes revelado que, pelo poder de Deus, ele de alguma forma libertaria Israel da cruel servidão. Esse conhecimento foi sem dúvida comunicado a Moisés, pois, aos 40 anos de idade, este decidiu permanecer ao lado dos oprimidos israelitas e sofrer suas aflições, em vez de ser chamado filho da filha de Faraó e herdeiro do trono egípcio.2 Quando ele começou a pleitear a causa de seu povo, a ponto de matar um egípcio, surpreendeu-se de que não reconhecessem sua missão, já que “cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele” (Atos 7:25).

GMA 30.1Ao chegar o tempo determinado por Deus para que os israelitas saíssem do Egito, eles partiram, e isso no dia exato (Êxodo 12:40, 41). Moisés não poderia ser considerado como o último governador, nem como a Semente a quem se fizera a promessa, pois ele era da tribo de Levi. Além disso, não havia sido dito por Jacó, em sua predição inspirada, que Judá lhes governaria até que viesse Siló?

GMA 30“Eu O verei, mas não agora”

GMA 30.2Quando os israelitas estavam a caminho de Canaã, Balaque, rei de Moabe (descendente de Ló), pediu que Balaão amaldiçoasse Israel. Deus, porém, transformou sua maldição em benção. Tal bênção trouxe luz adicional, pois mostrou que o livramento final da usurpação de Satanás não ocorreria imediatamente após entrarem em Canaã. Sobre esse assunto, o relato das Escrituras informa que Balaão, em visão de Deus, declarou:

GMA 30.3Vê-Lo-ei, mas não agora, contemplá-Lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro, que ferirá as têmporas de Moabe, e destruirá todos os filhos de Sete (Números 24:17).

GMA 30.4Esta numerosa semente, nascida de Abraão, é mencionada por Paulo no seguinte contexto:

GMA 30.5Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra (Hebreus 11:12, 13).

GMA 30.6O coração do povo de Israel não precisava desfalecer diante da predição de Balaão de que a consumação de sua esperança ocorreria “não agora”, nem “perto”, pois o Senhor, não muito antes dessa profecia, havia jurado por Sua própria vida que ela viria. Por meio de Moisés, Ele declarou: “Porém, tão certo como Eu vivo, toda a terra se encherá da glória do Senhor” (Números 14:21, KJV). Nos dias do profeta Habacuque, cerca de 863 anos depois, a mesma verdade foi reafirmada. Esta, porém, foi citada como um evento ainda futuro: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2:14).

GMA 30Ritual do santuário: um tipo do verdadeiro

GMA 30.7Quando o Senhor tirou Israel do Egito, proclamou Sua lei moral aos ouvidos de todo o acampamento e deu-lhes uma cópia escrita em pedra por Seu próprio dedo, de modo que pudessem ser continuamente direcionados àquele Salvador que Se sacrificaria em favor deles. Ora, a fim de serem purificados de seus pecados mediante Seu precioso sangue, ordenou-lhes que construíssem um santuário no deserto. Moisés foi exortado a construí-lo exatamente conforme o padrão mostrado pelo Senhor no monte (Êxodo 25:40; 26:30; 27:8; Atos 7:44). O ritual desse santuário era uma sombra do verdadeiro ritual de Cristo no santuário celestial (Hebreus 8:3-5; 9:8-12). Enquanto o propósito de Deus, com as ofertas e sacrifícios do santuário, era apresentar aos homens uma sombra dos “bens futuros” (Hebreus 10:1), o esforço de Satanás era o de levar as pessoas a se concentrar na oferta em si, o tipo, em vez de enxergarem nela Cristo e Seu efetivo sacrifício, o antítipo. Assim, Satanás procurou fazer com que confiassem em suas próprias obras para a salvação.

GMA 31.1Era o propósito do Senhor dirigir Seu povo — os israelitas —, em suas batalhas ao eles subjugarem as nações. Deus tinha Seu próprio método de governo, evidenciado no seguinte texto:

GMA 31.2E destruindo a sete nações na terra de Canaã, por sorte lhes repartiu sua terra. E depois disto, quase quatrocentos e cinquenta anos lhes deu Juízes até o profeta Samuel (Atos 13:19, 20, Almeida antiga).

GMA 31Israel clama por um rei

GMA 31.3Os israelitas, evidentemente, não se agradaram do modo como o Senhor os governava. Contudo, o propósito e a vontade de Deus era que fossem um povo peculiar, distinto de todos os outros povos ao redor. Se houvessem seguido estritamente as instruções divinas, as nações falariam acerca deles:

GMA 31.4Este grande povo é gente sábia e inteligente. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? (Deuteronômio 4:6, 7).

GMA 31.5Em sua insatisfação, pediram que Samuel instituísse sobre eles um rei. O Senhor disse então a Samuel: “[O povo] não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (1 Samuel 8:7). Novamente, disseram a Samuel num tom mais imperativo: “Constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações” (1 Samuel 8:5). Diante disso, Samuel cuidadosamente lhes informou sobre a opressão que um rei lhes traria. O povo, porém,

GMA 31.6não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras (1 Samuel 8:19, 20).

GMA 32.1Israel teve reis por cerca de 500 anos. No início, havia apenas um reino, sob o governo de Saul, Davi e Salomão. Após esse período, o reino se dividiu em dois, Israel e Judá. Poucos reis foram bons e justos. A maior parte deles era constituída de reis ímpios que levavam o povo à idolatria e a terríveis iniquidades. Dessa forma, o povo se tornou como as outras nações, não só no fato de ter um rei, mas também na perversidade, esquecendo-se do Deus de seus pais e adorando ídolos e as hostes do céu.

GMA 32.2A respeito dessa forma de governo, o Senhor declarou pelo profeta Oséias:

GMA 32.3A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim, o teu socorro. Onde está, agora, o teu rei, para que te salve em todas as tuas cidades? E os teus juízes, dos quais disseste, Dá-me rei e príncipes? Dei-te um rei na Minha ira e to tirei no Meu furor (Oseias 13:9-11).

GMA 32A ruína do reino

GMA 32.4O governo por meio de reis continuou até que os Caldeus incendiaram Jerusalém, tomaram os utensílios do templo e levaram Judá cativo para Babilônia, onde permaneceu por 70 anos, como havia sido predito. Ao final desse período monárquico, o Senhor, por meio do profeta Ezequiel, disse a Zedequias, o último rei:

GMA 32.5E tu, ó profano e perverso, príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo do seu castigo final; assim diz o Senhor Deus: Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde [o rei de Babilônia] e abatido o soberbo [este tão autoexaltado rei da tribo de Judá]. Derribarei, derribarei, derribarei; e já não será, até que venha Aquele a quem ela pertence de direito; a Ele a darei (Ezequiel 21:25-27, ARA adaptado).

GMA 32.6Este legítimo governante, a verdadeira Semente, é Cristo. Miquéias escreveu o seguinte a respeito dEle:

GMA 32.7A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio [domínio sobre a Terra, restaurado em Cristo], o reino da filha de Jerusalém (Miqueias 4:8).

GMA 32.8Quando Israel perdeu o cetro, este passou às mãos do rei de Babilônia. Ao passarem sucessivamente sob o domínio da Média-Pérsia, Grécia e Roma, o reino foi por três vezes derrubado. No reinado de César Augusto, imperador de Roma, Cristo nasceu, o legítimo herdeiro do trono de Davi — a verdadeira Semente da mulher, de Abraão e de Davi — da forma como havia sido predito.

GMA 33.1Para que o povo soubesse que seu legítimo Governador, a verdadeira Semente, era mais do que um homem mortal comum detentor de reino vitalício apenas temporário, o Senhor inspirou o salmista a escrever:

GMA 33.2Fá-lo-ei, por isso, Meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. Conservar-Lhe-ei para sempre a Minha graça e, firme com Ele, a Minha aliança. Farei durar para sempre a Sua descendência; e, o Seu trono, como os dias do céu. A Sua posteridade durará para sempre, e o Seu trono, como o sol perante Mim. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço (Salmo 89:27-29, 36, 37).

GMA 33.3Isaías profetiza a respeito da vinda desse Soberano:

GMA 33.4Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o Seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto (Isaías 9:6, 7).

GMA 33A trasladação de Enoque e Elias

GMA 33.5Existem registros de pessoas da antiguidade que foram trasladadas para o Céu sem experimentar a morte. A respeito de Enoque, o sétimo depois de Adão, a Bíblia declara:

GMA 33.6Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si (Gênesis 5:24).
GMA 33.7Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus (Hebreus 11:5).

GMA 33.8Novamente, enquanto Elias e Eliseu caminhavam juntos,

GMA 33.9indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu (2 Reis 2:11, 12).

GMA 33.10Enoque profetizou a respeito da vinda de Cristo como o juiz de toda a Terra nas seguintes palavras:

GMA 33.11Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele (Judas 1:14, 15).

GMA 34Jó ensinou a respeito da vinda do Senhor

GMA 34.1Jó, aparentemente contemporâneo de Moisés, tinha certo conhecimento a respeito da vinda de Cristo e da ressurreição, pois declarou:

GMA 34.2Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro! Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros (Jó 19:23-27).

GMA 34Trono de Davi: trono do Senhor

GMA 34.3O trono de Davi foi chamado de trono do Senhor. “Salomão assentou-se no trono do Senhor, rei, em lugar de Davi, seu pai” (1 Crônicas 29:23). O Senhor havia jurado a Davi

GMA 34.4que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para O assentar sobre o seu trono. Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a Sua alma não foi deixada no Hades, nem a Sua carne viu a corrupção (Atos 2:30, 31, ARC).

GMA 34.5Posteriormente, é dito que Cristo, em Seu reino futuro, Se assentaria sobre o trono de Davi (ver Isaías 9:7). Lemos ainda:

GMA 34.6Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o Seu ungido. […] Eu, porém, constituí o Meu Rei sobre o Meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei (Salmo 2:2, 6, 7).

GMA 34.7Outra vez: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos debaixo dos Teus pés” (Salmo 110:1).

GMA 34Os judeus ficaram perplexos

GMA 34.8Esses textos deixaram os judeus perplexos. Havia neles um problema que não podiam resolver: Se Davi O chamou de Senhor, como então seria Ele seu filho? Como poderia ser Ele uma criança nascida da semente de Davi, e ainda assim ser Emanuel — Deus conosco? Todavia, Isaías, o próprio profeta deles, havia declarado: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Isaías 7:14).

GMA 35.1Cristo sabia como silenciar a capciosa objeção dos fariseus, e por isso lhes perguntou:

GMA 35.2Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhe eles: De Davi. Replicou-lhes Jesus: Como, pois, Davi, pelo Espírito, chama-lhe Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho? (Mateus 22:42-45).

GMA 35.3Davi refere-se ao mesmo assunto no Salmo 45:6-7:

GMA 35.4O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do Teu reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o Teu Deus, Te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos Teus companheiros.

GMA 35.5Com esses textos em mente, o povo judeu tinha elevadas expectativas quanto ao caráter do futuro Soberano e Restaurador. E não poderia ser diferente.

GMA 35O Descendente de origem divina

GMA 35.6Descrições minuciosas haviam sido dadas sobre Cristo e Seu nascimento. O Senhor, por meio do profeta Miquéias, revelou Sua origem divina e até mesmo o pequeno vilarejo onde nasceria:

GMA 35.7E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Miqueias 5:2).

GMA 35A presença de Deus é manifesta no Shekinah e na nuvem

GMA 35.8Mais adiante na história dos israelitas, quando Salomão terminou a construção do templo — considerado por ele extremamente “magnífico” —, o Shekinah da glória de Deus se manifestou entre os querubins sobre o propiciatório. O relato diz que, por ocasião da dedicação do templo, ao saírem os sacerdotes do lugar santo,

GMA 35.9uma nuvem encheu a casa do Senhor, de tal sorte que os sacerdotes não puderam permanecer ali, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor (1 Reis 8:10, 11).

GMA 35.10A presença do Senhor no templo foi manifestada perante os olhos do povo na nuvem de glória. Na ocasião, o Senhor respondeu à oração de Salomão e disse-lhe: “Ouvi a tua oração e escolhi para Mim este lugar para casa do sacrifício” (2 Crônicas 7:12).

GMA 36.1O povo pecou, entregando-se à idolatria, e, consequentemente, sua cidade e seu santuário ficaram em ruínas por 70 anos. Após o cativeiro, o templo foi reconstruído sob a mão de Zorobabel. Embora o segundo templo fosse inferior em esplendor àquele construído por Salomão, o Senhor, através de Seu profeta, declarou acerca dele: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos” (Ageu 2:9). Esta casa foi embelezada por Herodes e nela o Salvador ensinou. Na casa anterior, uma nuvem de glória representava o Senhor; mas a segunda casa recebeu o próprio Salvador, o Criador de todas as coisas.

GMA 36O glorioso reino da raiz de Jessé

GMA 36.2Nos dias de Isaías, suas visões proféticas a respeito dos gloriosos eventos ligados à redenção final certamente fortaleceram e encorajaram os que os aguardavam com ansiedade. Essas profecias traçavam a linhagem do aguardado Libertador da seguinte maneira:

GMA 36.3Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Deleitar-Se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos Seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos Seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de Sua boca e com o sopro dos Seus lábios matará o perverso (Isaías 11:1-4).

GMA 36Os profetas ensinaram acerca da ressurreição

GMA 36.4O profeta Isaías também ensinou a doutrina da ressurreição dos mortos por meio das seguintes palavras de conforto:

GMA 36.5O Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados. Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações. Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do Seu povo, porque o Senhor falou. Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos (Isaías 25:6-9).

GMA 37O reino na Terra renovada

GMA 37.1O mesmo profeta declara que haverá uma Terra renovada, na qual o reino final deverá ser estabelecido:

GMA 37.2Pois eis que Eu crio novos céus [céus atmosféricos] e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. [no Hebraico, nem chegarão ao coração, isto é, não serão desejadas novamente]. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo. E exultarei por causa de Jerusalém e Me alegrarei no Meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor. Não haverá mais nela [depois da criação da nova Terra] criança para viver poucos dias [criança que tenha vivido pouco], nem velho que não cumpra os seus [velhice prematura]; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem [nos dias em que os homens atingiam os novecentos anos, crianças poderiam ter cem anos], e quem pecar só aos cem anos [em anos posteriores em que a vida total era de cem anos] será amaldiçoado. [Os que morrem quando a nova terra é estabelecida são aqueles que morrem na perdição dos homens ímpios (2 Pedro 3:7)]. Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos (Isaías 65:17-22).

GMA 37.3Ezequiel observa o panorama do tempo até à futura ressurreição dos mortos. O Senhor diz por meio dele: “Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo Meu, e vos trarei à terra de Israel” (Ezequiel 37:12).

GMA 37“Ele carregou as nossas enfermidades”

GMA 37.4A provação, os sofrimentos e a morte do Salvador em favor dos homens foram revelados mais claramente a Isaías, o profeta do evangelho. Diz o profeta:

GMA 37.5Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante Ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dEle não fizemos caso. Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53:1-5).

GMA 38.1Tanto o povo como o profeta devem ter se perguntado: “Será que esses eventos tão maravilhosos irão acontecer em nossos dias?” A resposta teria sido: “Não acontecerão agora; ainda não é chegado o tempo para a vinda do grande Libertador”. Mas o profeta declara: “Os teus olhos verão o rei na Sua formosura, verão a terra que se estende até longe” (Isaías 33:17).

GMA 38As profecias de Daniel revelam o futuro

GMA 38.2Foi, contudo, por meio do profeta Daniel que o Senhor começou a revelar a Seu povo a sequência dos reinos que se levantariam e dominariam até o estabelecimento de Seu reino eterno. Revelou também um período especial de tempo, um evento ainda por ocorrer, isto é, o aparecimento efetivo do Messias e Sua morte. A interpretação do sonho de Nabucodonosor revelou que os quatro reinos que deveriam governar o mundo enfraqueceriam de forma equivalente à proporção do valor do ouro, prata, bronze e ferro, e que, finalmente, a desunião dos reinos divididos seria comparada à fragilidade do ferro misturado com o barro lamacento. Então viria o reino dos Céus, que seria introduzido após a destruição desses reinos. Estes, por sua vez, se tornariam como palha da eira do verão, de modo que não se acharia mais o lugar deles. O reino de Deus, porém, encheria toda a Terra.

GMA 38.3Na visão do capítulo 7, sob o símbolo de quatro grandes animais, o mesmo assunto é abordado novamente, e outras características são acrescentadas. Nesse capítulo, é traçado o avanço e a obra do poder do “chifre pequeno”, que se levantaria, após a divisão do quarto reino em dez partes, derrubando e dominando três deles para estabelecer a si mesmo como governante espiritual sobre todos eles. Esse poder papal deveria prosseguir, na situação fragilizada e dividida do quarto reino, por 1.260 anos. Assim, foram revelados eventos que abrangem o tempo em que Cristo receberá o reino de Seu Pai, e o dará aos santos do Altíssimo; um reino que deverá, finalmente, governar toda a Terra e permanecer para sempre.

GMA 38Os 2.300 dias

GMA 38.4No capítulo 8 de Daniel, na visão sobre o cordeiro, o bode e o “chifre pequeno que se tornou muito forte” (Daniel 8:9), o profeta é novamente levado ao fim dos tempos. Nos versos 13 e 14, sua atenção é direcionada a um período de tempo de 2.300 dias que se estendem até o juízo. Seria um longo período de tempo, e foi assim que o profeta entendeu, pois o anjo lhe informou que a visão era ainda para muitos dias. Como, na ocasião, a data de seu início não havia sido revelada, Daniel encerra o capítulo dizendo: “Espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse” (Daniel 8:27).

GMA 39As 70 semanas até o Messias

GMA 39.1O capítulo 9 relata que um anjo veio até Daniel, em resposta a sua petição, para lhe dar capacidade e entendimento. O anjo lhe informou sobre um período de 70 semanas (cada dia da semana representando um ano). Sessenta e nove dessas semanas de anos [conforme os estudiosos, este é o significado da palavra shevooim, “semanas”, ou seja, “semanas de anos”] se estenderiam até o Messias. O ponto de início desse período — a “ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém” (Daniel 9:25) — ainda não havia sido declarado. Surge então a pergunta: como poderia Daniel saber quando terminariam as 69 semanas? No capítulo 12, a questão do tempo é novamente considerada. Quando Daniel pergunta: “Qual será o fim destas coisas?” (Daniel 12:8), é-lhe dito que siga seu caminho, pois as palavras estariam “fechadas e seladas até ao tempo do fim”, momento em que os “sábios entenderão” (Daniel 12:10).

GMA 39.2Sem dúvida alguma, esta questão do tempo é uma das coisas a que Pedro se refere quando diz:

GMA 39.3Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam (1 Pedro 1:10, 11).

GMA 39O destino dos ímpios

GMA 39.4Malaquias, o último dos profetas do Antigo Testamento, deixa uma impressionante descrição da destruição final dos ímpios: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação nas Suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que preparei, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 4:1-3).

GMA 40.1Visto que os Israelitas possuíam o registro de todos esses acontecimentos preditos no Antigo Testamento, que lhes revelava tantas características do plano da salvação, quão grande deve ter sido o interesse dos aplicados estudiosos das Escrituras, ao perceberem que o momento da chegada da Semente prometida se aproximava. Ao passo que as multidões, e mesmo os que liam as Escrituras nas sinagogas todos os sábados, deixaram de compreendê-las (Atos 13:27), os devotos e estudiosos, que fielmente examinavam as Escrituras sob a direção do Espírito, oravam intensamente, à semelhança do apóstolo João em sua despedida: “Vem, Senhor Jesus, e vem depressa!”

Notes

  1. Ver texto alternativo na margem da KJV sobre Gênesis 4:26. ↩
  2. Ver Antiguidades dos Judeus, escrito por Flávio Josefo, Livro 2, cap. 9, par. 7; Ellen G. White, Spiritual Gifts, Vol. 1, p. 162-164. ↩

Nota

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