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Capítulo 20 — Sacrifícios dos Primeiros Esforços

John Norton Loughborough

GMA 263.1“Congregai os Meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios. Os céus anunciam a Sua justiça, porque é o próprio Deus que julga” (Salmo 50:5, 6).

GMA 263.2Na Review and Herald de 3 de junho de 1902, lemos:

GMA 263.3Aqueles que acabaram de entrar na obra conhecem relativamente pouco da abnegação e sacrifício próprio daqueles a quem o Senhor chamou para esta obra desde seus primórdios. A experiência do passado deve ser-lhes contada vez após vez; pois devem levar adiante esta obra com a mesma humildade e sacrifício próprio que caracterizavam os verdadeiros obreiros no passado.

GMA 263.4Novamente, em Testemunhos para a Igreja, vol. 7, p. 240, encontramos as seguintes palavras:

GMA 263.5Estamos nos aproximando do fim da história deste mundo, e os vários ramos da obra de Deus devem ser desenvolvidos com muito mais sacrifício próprio do que até agora se tem manifestado.

GMA 263.6Já mencionamos as condições em que o irmão Bates, em 1845, foi levado a escrever e publicar seu primeiro livro sobre o assunto do sábado. Também já mencionamos as condições em que Tiago White, em 1849, começou a publicar a revista intitulada The Present Truth.

GMA 263Um panfleto sobre os céus abertos

GMA 263.7Após a visão dada a Ellen White em Topsham, Maine, no outono de 1846, em que alguns planetas lhe foram mostrados, o irmão Bates preparou o manuscrito de um panfleto sobre Os Céus Abertos. Contudo, havia grande necessidade de meios para publicá-lo. A fim de suprir essa falta, uma irmã de Massachusetts, que havia acabado de terminar um tapete de retalhos, o vendeu e doou o dinheiro ao irmão Bates, possibilitando, assim, que ele publicasse seu segundo livro.

GMA 264Um panfleto sobre a obra de selamento

GMA 264.1Após a visão da obra de selamento, dada em Dorchester, Massachusetts, no dia 18 de novembro de 1848, o irmão Bates escreveu um terceiro panfleto intitulado O Selo do Deus Vivo. Deparou-se, mais uma vez, com o problema de falta de dinheiro para a impressão. Uma jovem viúva, ao saber da situação, vendeu uma pequena casa que possuía no campo e entregou ao irmão Bates metade da quantia recebida. Assim, ele novamente pôde pagar a impressão do livro.

GMA 264Demandas da obra de publicações

GMA 264.2Em 1851 e 1852, a Advent Review and Sabbath Herald foi impressa em Saratoga Springs, Nova Iorque. Ali, o Sr. Thompson forneceu gratuitamente um aposento para hospedar o irmão White e sua esposa. Com móveis emprestados, tiveram novamente a oportunidade de retomar a vida doméstica.

GMA 264.3Estava aumentando o número dos que criam na verdade presente, e, com esse aumento, aumentava também a demanda de trabalho pessoal de Tiago e Ellen White. Essa demanda, somada ao trabalho editorial, gerou uma necessidade de mais auxiliares no escritório. Justamente nesse momento, outras pessoas sentiram-se impressionadas a auxiliar na obra literária. Para ilustrar o modo como Deus trabalha em resposta à fé de Seu povo, e suscita obreiros em momentos de necessidade, citamos a experiência de uma devotada irmã, a Sra. Rebecca Smith, de West Wilton, New Hampshire:

GMA 264.4Após a passagem do tempo no desapontamento, seu filho Uriah e sua filha Annie R. desejavam muito frequentar uma escola em que pudessem se preparar para lecionar. A mãe temia que seus filhos estivessem sendo levados para o mundo, e, de fato, seus temores não eram totalmente infundados. O amor dessa mãe era correspondido pelos filhos.

GMA 264Uriah Smith no Colégio de Phillips

GMA 264.5De 1848 a 1851, Uriah estudou no colégio de Phillips em Exeter, New Hampshire. Ali os alunos iam até o primeiro ano do ensino superior, de modo que, ao entrarem na universidade, estavam um ano adiantados. Ele completou esse curso e, em 1851, trabalhou para conseguir dinheiro a fim de ir para a universidade. Contudo, como os negócios de seu patrão foram à falência, Uriah perdeu seu dinheiro, e, por causa disso, seu tão aguardado plano de se formar no ensino superior foi abandonado.

GMA 265Srta. Smith no Seminário para Moças

GMA 265.1Enquanto Uriah estava no ensino médio, sua irmã estudava num seminário para moças em Charlestown, Massachusetts. Estava no fim de seus estudos ali e, como estava prestes a deixar a escola, foi-lhe feito um convite e a seu irmão para lecionarem, por três anos, numa escola em Mount Vernon, New Hampshire, ganhando mil dólares por ano, acrescidos de alimentação e moradia.

GMA 265.2Por essa época, a mãe deles aceitou a “verdade presente”. Suas orações por seus filhos possivelmente eram agora mais fortes e fervorosas. Numa visita do irmão Bates a West Wilton, a Sra. Smith lhe expôs o caso de seus filhos, e a conversão deles se tornou um motivo de oração. O irmão Bates esperava, em alguns dias, dar início às reuniões em Somerville, Massachusetts, na casa de Paul Folson, e ficou combinado de que a Sra. Smith iria escrever para sua filha, convidando-a para assistir à reunião. Nesse meio tempo, o irmão Bates e a mãe dos meninos estariam orando para que Deus tocasse o coração da sua filha para que viesse à conferência.

GMA 265Dois sonhos realizados

GMA 265.3O irmão Bates nunca havia entrado na sala onde a conferência seria realizada. Portanto, nada sabia da disposição em que os móveis se encontravam. Na noite anterior à conferência, sonhou que estava na sala e que todas as cadeiras estavam ocupadas, exceto uma ao lado da porta. Também sonhou que mudou o tema que planejara pregar, e falou sobre a questão do santuário. Sonhou que cantaram o primeiro hino, oraram, cantaram o segundo hino, e que em seguida abriu a Bíblia e leu: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”, apontando para a figura do santuário no diagrama. Viu então em seu sonho que a porta se abriu, uma moça entrou e se assentou na cadeira desocupada. Também sonhou que a pessoa era Annie R. Smith e que ela imediatamente se interessou pelo assunto e aceitou a verdade.

GMA 265.4A palestra do irmão Bates era no sábado e, como não havia aulas naquele dia, Annie disse: “Só estou indo para agradar minha mãe”. Na noite anterior ao sábado, ela tinha sonhado que havia ido à conferência, mas havia se atrasado. Em seu sonho, viu que, ao chegar à porta, a congregação já havia terminado o primeiro hino, havia orado e estava concluindo o segundo hino; e que, ao entrar, observara que todas as cadeiras estavam ocupadas, exceto a que estava junto à porta; viu que um palestrante alto, de aparência nobre e agradável, estava apontando para um gráfico que ela nunca vira antes, e que ele dizia: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Também sonhou que o que ele disse lhe despertou grande interesse e que se tratava da verdade.

GMA 266.1Ela se dirigiu à reunião com bom tempo de antecedência, mas se perdeu e, por isso, não conseguiu chegar antes do fim do segundo hino. Ao entrar, tudo estava exatamente do jeito que sonhara, e justamente a pessoa que tinha visto em sonho repetia, como no sonho, o texto de Daniel 8:14. Tudo isso imediatamente trouxe convicção a seu coração.

GMA 266.2O irmão Bates não havia parado para considerar esse sonho até o momento em que a jovem entrou porta adentro e tomou assento. Ele havia se preparado para falar de outro assunto, mas sua mente estava fixada na questão do santuário. Enquanto repetia o texto, o sonho brilhou em sua mente e, de forma silenciosa, orou pedindo auxílio, de maneira que pudesse falar ao coração dos ouvintes. Explicou de modo bem desimpedido a passagem do tempo durante o desapontamento; e, com esse assunto, Annie estava bem familiarizada. Então, ele passou a expor a verdade da terceira mensagem angélica e do sábado.

GMA 266Annie Smith aceita a verdade

GMA 266.3Ao encerrar a reunião, ele foi até Annie e disse: “Creio que você é a filha da irmã Smith, de West Wilton. Nunca a vi antes, mas seu semblante me parece familiar. Sonhei com você na noite passada”. Annie, então, lhe contou seu sonho. Ao sair da reunião, seus sentimentos e aspirações estavam completamente mudados, e ali mesmo aceitou a verdade do sábado.

GMA 266.4Retornando ao seminário, arrumou a mala e voltou para casa. Ao saber das necessidades de Tiago White na publicação e em seu trabalho como pregador, sentiu que Deus a chamava para ajudá-lo no escritório. Em agosto de 1851, quando a revista foi transferida de Paris para Saratoga Springs, Nova Iorque, Annie Smith também foi transferida para lá como funcionária.

GMA 266Sacrifício e consagração

GMA 266.5Na Review, vol. 2, n.° 7, podemos ler algumas linhas que ela escreveu expressando suas emoções após abandonar seus antigos planos e começar sua obra humilde e despretensiosa. Diz ela:

GMA 266.6Creio que abandonei tudo para seguir ao Cordeiro por onde quer que Ele me indique. A terra perdeu inteiramente sua atração. Minhas esperanças, alegrias e afeições estão todas agora centradas nas coisas divinas e celestiais. Não almejo outro lugar a não ser estar sentada aos pés de Jesus e aprender dEle; nada além de ser uma serva de meu Pai celestial; nenhum outro prazer do que a paz de Deus, que excede todo entendimento.

GMA 267.1O apoio que a irmã Annie proporcionou ao escritório como revisora, etc., foi muito oportuno. Por três anos ela trabalhou fiel e eficientemente, recebendo apenas hospedagem e vestimenta. Ao fim desse período, a tuberculose a havia atingido como uma de suas vítimas. Em meio à devastação resultante dessa prolongada e fatal enfermidade, Annie escreveu alguns belos poemas. O poema mais belo tem por título: “Lar aqui e Lar no Céu”. O prefácio desse poema, escrito na véspera de sua morte, em 26 de julho de 1855, expressa tão bem as virtudes da simplicidade e humildade, virtudes estas extensamente desenvolvidas em seu caráter, que não podemos deixar de apresentá-lo na íntegra:

GMA 267.2Louvo a meu Deus que enquanto aqui,
Tão bom encargo me concedeu;
E ao cessarem meus dias,
Ajoelhei-me e olhei aos céus.
GMA 267.3Que ninguém sobre esta humilde obra lance injúria
Expondo à vista suas falhas;
Pois o infortúnio a fez brotar,
E o orvalho da dor a fez crescer.

GMA 267Vida doméstica em meio a dificuldades

GMA 267.4Em abril de 1852, Tiago White mudou-se de Saratoga Springs para Rochester, Nova Iorque. Foi nesta cidade, na Avenida Mount Hope, n.° 124, que, pela primeira vez, a família retomou a vida doméstica com artigos comprados, em vez de emprestados. O anseio que tinham pelo êxito da obra de publicações era tão grande que se abstiveram de muitos dos confortos comuns da vida. O desejo deles era que o periódico continuasse a ser impresso regularmente e a verdade fosse amplamente divulgada.

GMA 267.5Pode-se ler como a família White retomou a vida doméstica nesta carta pessoal escrita por Ellen White a S. Howland em abril de 1852:

GMA 267.6Acabamos de nos instalar aqui em Rochester. Alugamos uma casa velha a 175 dólares por ano. Temos o prelo em casa. Se não fosse assim, teríamos que pagar 50 dólares por ano por um escritório. Você iria rir se nos visse e a nossos móveis. Já compramos duas camas velhas por 25 centavos cada. Meu marido me trouxe seis cadeiras velhas, nenhuma igual à outra, pelas quais pagou um dólar. E logo me presenteou com mais quatro cadeiras velhas, que nem tinham assento, pelas quais pagou 62 centavos. A armação era forte e estou colocando os assentos com uma broca. Manteiga é tão cara que não podemos comprá-la, nem podemos gastar com batatas. Usamos compota de frutas em vez de manteiga e nabo em vez de batatas. Nossas primeiras refeições foram feitas na tampa da lareira, colocada sobre dois barris de farinha vazios. Estamos dispostos a sofrer privações se a obra de Deus puder avançar. Cremos que foi a mão do Senhor que dirigiu nossa vinda para cá. Há um vasto campo de trabalho e poucos trabalhadores. Sábado passado nossa reunião foi excelente. O Senhor trouxe refrigério com Sua presença.

GMA 268Generosidade dos crentes

GMA 268.1No primeiro número da Review impressa em Rochester, dia 6 de maio de 1852, Tiago White escreveu o seguinte a respeito da mudança de Saratoga para Rochester:

GMA 268.2Os irmãos têm fornecido recursos além de nossas expectativas para sustentar o periódico. E embora nossas despesas de mudança de Saratoga Springs e os gastos iniciais para a publicação do periódico nesta cidade tenham sido consideráveis, ainda assim estamos livres de dívidas.

GMA 268Sacrifício dos obreiros

GMA 268.3Na ata que apareceu no número 12, dia 14 de outubro, lemos:

GMA 268.4O escritório, porém, não está em débito pelo seguinte motivo: os irmãos Belden e Stowell, que trabalharam no escritório nos últimos seis meses, receberam pouca coisa além da alimentação diária. Outros, também envolvidos na mesma obra, não têm recebido mais do que eles. Certamente cremos que será um prazer a todos os amigos da verdade presente ajudar a compensar a deficiência da receita, de modo que os que, especialmente em nossa ausência, trabalham diligentemente na publicação da Review and Herald, cercados por enfermidades, possam ter o apoio adequado.

GMA 268Adesões em Rochester, Nova Iorque

GMA 268.5Durante o verão de 1852, quando a obra de publicações já estava bem encaminhada em Rochester, Tiago White e sua esposa fizeram uma viagem de três meses a cavalo e carroça, em direção ao leste até Bangor, Maine. À medida que avançavam, conduziam reuniões e visitavam os guardadores do sábado que se encontravam dispersos. Antes de retornarem, o irmão J. N. Andrews iniciou no dia 26 de setembro uma série de palestras na avenida Mount Hope, n.° 124. Nessa ocasião, oito adventistas do primeiro dia aceitaram a verdade presente, e o escritor deste livro foi um deles.

GMA 269A cura de Oswald Stowell

GMA 269.1Numa noite de sexta-feira, em outubro, Tiago White e sua esposa voltaram ao lar de sua viagem ao leste. Foi no dia seguinte que os vimos pela primeira vez, na reunião do sábado. Nessa época, Oswald Stowell, que trabalhava no prelo, sofria de um terrível ataque de pleurisia [um tipo de inflamação pulmonar], e estava desenganado por seu médico. Este havia declarado que “não poderia fazer nada por ele”. Durante a reunião, Oswald estava numa sala ao lado, em grande agonia física. Ao fim da reunião, ele enviou um pedido para que orassem por ele. Eu, juntamente com outros irmãos, fomos convidados a participar de uns momentos de oração. Ajoelhamo-nos ao lado de sua cama e, enquanto orávamos, o Sr. Stowell foi ungido com óleo pelo irmão White “em nome do Senhor”. A presença do Espírito de Deus era muito perceptível, e ele foi imediatamente curado. Ao nos levantarmos, ele estava assentado na cama, batendo na lateral de seu corpo, antes tão dolorida, e dizendo: “Estou completamente curado. Amanhã já posso trabalhar no prelo manual”. Dois dias depois ele voltou ao trabalho.

GMA 269Visão de Ellen White perante a congregação em Rochester

GMA 269.2A mesma graça divina que curou o irmão Stowell desceu de modo ainda maior sobre Ellen White. Quando Tiago White olhou para ela, disse: “Ellen está em visão; ela não respira enquanto nessa condição. Se algum de vocês quiser se certificar desse fato, fique à vontade para examiná-la”. Ela permaneceu em visão por cerca de uma hora e 20 minutos. Enquanto estava nessa condição, falou algumas palavras e às vezes frases distintas; no entanto, mesmo sob a inspeção mais rigorosa, nenhuma respiração se percebia em seu corpo.

GMA 269Visão da conduta de um membro ausente

GMA 269.3Após Ellen White sair da visão, deu testemunho do que havia visto. Antes do retorno de Tiago White e sua esposa de sua viagem ao leste, alguém de nosso grupo fez uma viagem de negócios ao Estado de Michigan. Portanto, essa pessoa não estava presente na reunião e nunca tinha visto Tiago White ou sua esposa. Ao relatar sua visão, Ellen White contou-nos, dentre outras coisas, o que tinha visto com relação a um homem que, enquanto viajava e ficava longe de casa, tinha muito a dizer sobre a lei de Deus e o sábado, mas ao mesmo tempo quebrava um dos mandamentos. Ela declarou que nunca havia visto esse homem, porém acreditava que o veria a qualquer momento, pois seu caso lhe fora desdobrado. Nenhum de nós, porém, suspeitou que esse homem fosse algum conhecido.

GMA 270.1Cerca de seis semanas após a visão, o referido irmão retornou de Michigan. Assim que Ellen White o viu, disse a uma das irmãs: “Este é o homem que vi na visão e de quem lhes falei”. Ellen White relatou a visão a esse irmão e lhe disse, em presença de sua esposa e de muitas outras pessoas, como o profeta Natã disse a Davi: “Tu és o homem”. Em seguida ele fez exatamente o que Paulo disse que alguns fariam quando reprendidos pelo dom de profecia:

GMA 270.2Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós (1 Coríntios 14:24, 25).

GMA 270.3Depois de ouvir Ellen White relatar os maus atos cometidos por ele, esse irmão caiu de joelhos perante sua esposa e, com lágrimas, disse a ela e aos poucos presentes: “Deus verdadeiramente está com vocês”. Fez então uma confissão completa de sua conduta em Michigan, e de como quebrara o sétimo mandamento, a mais de 800 quilômetros de distância, no mesmo momento em que Ellen White contava o fato em visão.

GMA 270.4Assim, umas poucas semanas foram suficientes para nos proporcionar forte confirmação dos testemunhos. Não apenas concluímos que eles eram produzidos por um poder sobrenatural, mas que vieram de uma fonte que, em termos claros, reprovava os homens pelo pecado.

GMA 270Uriah Smith inicia a obra de revisor

GMA 270.5Foi durante a publicação do terceiro volume da Review que Uriah Smith começou a guardar o sábado e se associou ao escritório da Review, onde trabalhou como escritor e editor por longos anos. Sua primeira obra publicada no periódico foi um poema intitulado “A Alarmante Voz do Tempo e da Profecia”, publicado em 17 de março de 1853.

GMA 270.6Smith ouviu pela primeira vez acerca da terceira mensagem angélica numa reunião realizada em Washington, New Hampshire, nos dias 10 a 12 de setembro de 1852. Após retornar para casa, em West Wilton, estudou cuidadosamente o que tinha ouvido e começou a guardar o sétimo dia a partir do primeiro sábado de dezembro de 1852. Uniu-se ao escritório da Review em Rochester, Nova Iorque, no dia 3 de maio de 1853. Ali, juntamente com sua irmã Annie, trabalhou por hospedagem e vestimentas, em vez de lecionar no colégio por mil dólares por ano, além da hospedagem. Esses são alguns exemplos dos sacrifícios feitos para estabelecer a obra da terceira mensagem angélica em seus primórdios.

GMA 271Ordenando um ministro

GMA 271.1Por volta de 1863, Smith começou a exercitar seu dom de pregar. Em 1866, foi ordenado como ministro do evangelho. Ele trabalhou muito em reuniões campais e conferências em vários Estados, do Atlântico ao Pacífico, como também na obra pastoral da igreja de Battle Creek, sua igreja local. Após a abertura do colégio de Battle Creek, lecionou, ocasionalmente, no departamento de religião daquela instituição. A interesse da Review and Herald, atravessou o oceano Atlântico em 1894, visitando vários países na Europa. Passando pela Síria, contraiu uma febre de cujo efeito nunca se recuperou totalmente.

GMA 27150 anos de incansável trabalho

GMA 271.2Por um período de meio século, de 1853 a 1903, o irmão Smith teve conexão editorial quase constante com a Advent Review and Sabbath Herald. Na maior parte do tempo, foi o editor-chefe do periódico. Mesmo no dia de sua morte, ao ser atingido por um ataque de paralisia, estava a caminho de seu escritório com um material que havia preparado para impressão. Também contribuiu com vários livros importantes na literatura denominacional. Dentre eles, citamos: Thoughts on Daniel and the Revelation [Considerações sobre Daniel e Apocalipse], Nature and Destiny of Man [Natureza e Destino do Homem], uma versão ampliada do livro The Sanctuary and Twenty-three Hundred Days [O Santuário e as Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs], The Marvel of Nations [O Pasmar das Nações] e Modern Spiritualism [Espiritismo Moderno]. O primeiro desses livros foi escrito principalmente das nove à meia noite, após o término do expediente editorial e do escritório.

GMA 271A morte de Uriah Smith

GMA 271.3Sua vida foi útil e bem aproveitada. Descansou de sua obra, tendo dormido em Jesus no dia 6 de março de 1903. Mas, dele, verdadeiramente pode ser dito que “suas obras o seguem”, e, “apesar de morto, ainda fala”.

Nota

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